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III Ranking Cúpula da Cachaça – resultados oficiais

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_MG_2349A Cúpula da Cachaça tem o prazer de anunciar os resultados oficiais do III Ranking Cúpula da Cachaça. A primeira colocada na categoria Branca foi a cachaça Princesa Isabel Aquarela, de Linhares (ES). A primeira colocada na categoria Ouro foi a Vale Verde 12 Anos, de Betim (MG).

A Vale Verde 12 Anos, por ter alcançado a maior pontuação entre os 50 rótulos que chegaram à terceira fase – 88,4 pontos, numa escala de zero a cem – , recebeu o título de ‘Cachaça do Ano’

A Cúpula da Cachaça gostaria de parabenizar a todos os produtores participantes, aos colaboradores e aos apoiadores – Paladar Estadão, Chalé Macaúva e Solution Comercial – e agradecer o apoio a essa iniciativa que tem por objetivo dar maior visibilidade à categoria Cachaça e fomentar a produção de qualidade.

A terceira edição do Ranking Cúpula da Cachaça teve início no dia 7 de setembro do ano passado. A primeira fase – a Votação Popular – mobilizou todo o setor de cachaças do país, em campanhas pelas redes sociais que obtiveram mais de 200 mil visualizações.

A votação se encerrou no dia 7 de novembro, atingindo a expressiva marca de 43.176 votantes, validados por CPF.

O grupo de 250 eleitas da primeira fase – as Cachaças Mais Queridas do Brasil – abrangeu representantes dos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Sergipe, Maranhão, Alagoas, Rio Grande do Sul, Goiás, Espírito Santo, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e até Distrito Federal.

Na segunda fase, um grupo formado por 40 dos maiores especialistas de cachaça do país se juntou aos oito cúpulos que não têm ligação direta com produtores para formar a  Seleção dos Especialistas, composta de 50 rótulos.

A Seleção dos Especialistas formou o grupo de cachaças ranqueadas.

Os 12 componentes da Cúpula se reuniram nos dias 26 e 27 de janeiro, no Chalé Macaúva, em Analândia (SP), e em dez baterias de degustação às cegas, deram notas a quesitos separados por critérios visuais, olfativos, gustativos e de personalidade para as 50 cachaças finalistas.

Após a tomada de notas, as fichas de degustação passaram por tratamento estatístico*.

O resultado foi entregue para a jornalista do Paladar Estadão, parceiro de mídia da Cúpula no III Ranking Cúpula da Cachaça e foram publicados na noite de quarta-feira, 31 de janeiro, na edição online do jornal, e na quinta-feira, na edição impressa, com chamada de capa no alto da primeira página.

Com isso, a Cúpula dá por encerrado o III Ranking, cujo detalhamento será feito na nova edição da Cachaça em Revista, a ser lançada entre o fim de maio e o início de junho próximos, e convoca a todos para o IV Ranking Cúpula da Cachaça, com início em setembro de 2019.

Resultados do III Ranking Cúpula da Cachaçaranking

Brancas

1. Princesa Isabel Aquarela (3 anos em Jequitibá ) – Linhares (ES) – 82,7

2. Sanhaçu Freijó (2 anos) – Chã Grande (PE) – 76

3. Tiê Prata (inox) – Aiuruoca (MG) – 74

4. Século XVIII Rótulo Azul (Inox) – Cel. Xavier Chaves (MG) – 72,9

5. Volúpia (1 ano em freijó) – Alagoa Grande (PB) – 72,23

6. Engenho São Luiz Amendoim (seis meses em amendoim) – Lençóis Paulista (SP) – 72,17

7. Reserva do Nosco Prata (inox) – Resende (RJ) – 70,8

8. Serra Limpa (6 meses em freijó) – Duas Estradas (PB) – 70,5

9. Coqueiro Prata (2 anos em amendoim) – Paraty (RJ) – 68,2

10. Da Quinta Branca (inox) – Carmo (RJ) – 67,9

11. Caraçuípe Prata (6 meses no jequitibá) – Campo Alegre (AL) – 67,7

12. Nobre (inox) – Sobrado (PB) – 66,5

13. Engenho Pequeno (2 anos no jequitibá rosa) – Pirassununga (SP) – 65,7

14. Sebastiana Cristal (3 meses em inox) – Américo Brasiliense (SP) – 61,7

 

Ourocupula-da-cachaca_logo (2)

1 – Vale Verde 12 anos (carvalho) – Betim (MG) – 88,4

2 – Magnífica Reserva Soleira (carvalho, entre 3 e 10 anos) – Vassouras (RJ) – 87,9

3 – Companheira Extra Premium (8 anos em carvalho) – Jandaia do Sul (PR) – 87,3

4 – Sebastiana Carvalho (3 anos em carvalho) – Américo Brasiliense (SP) – 85,6

5 – Weber Haus Extra Premium Lt. 48 (5 anos em carvalho) – Ivoti (RS) – 85,5

6 – Weber Haus Amburana (1 ano em umburana) – Ivoti (RS) – 85,2

7 – Casa Bucco Envelhecida (6 anos em carvalho e bálsamo) B. Gonçalves (RS) – 84,5

8 – Leandro Batista (1 ano em canela, bálsamo e sassafrás) Ivoti (RS) – 84,2

9 – Middas Reserva (2 anos em carv. francês, americano e amburana) – Adamantina- SP – 84,1

10 – Canarinha (2 anos em bálsamo) – Salinas (MG) – 83,9

11 – Werneck Safira Régia (4 a 5 anos no carvalho) – Rio das Flores (RJ) – 83,5

12 – Weber Haus Premium 7 Madeiras (2 anos em carvalho francês, carvalho americano, bálsamo, cabriúva, amburana, grápia, canela sassafrás) – Ivoti (RS) – 83,3

13 – Engenho São Luiz Extra Premium (3 meses em carvalho) – Lençóis Paulista (SP) – 82,6

14 – Authoral Gold (carvalho, francês, bálsamo e cerejeira) – Brasília (DF) – 82,1

15 – Cedro do Líbano (1 ano no carvalho americano) – São Gonçalo do Amarante-CE – 81,3

16 – Werneck Ouro (2 anos em carvalho) – Rio das Flores (RJ) – 81

17 – Anísio Santiago/Havana (8 anos no bálsamo) – Salinas (MG) – 80,9

18 – Tabúa Flor de Ouro Exportação (5 anos no bálsamo) – Taiobeiras (MG) – 79,4

19 – Indiazinha Flecha de Ouro (amburana e castanheira) – Abaetetuba (PA) – 79,3

20 – Princesa Isabel Jaqueira – Linhares (ES) – 78,2

21 – Claudionor (1 ano em umburana) – Januária (MG) – 77,9

22 – Da Tulha Ouro (3 anos em carvalho) – Mococa (SP) – 76,8

23 – Da Quinta Amburana (1 ano em amburana) – Carmo (RJ) – 76,2

24 – Santo Grau Solera PX (carvalho usado em vinho jerez) – Itirapuã (SP) – 76,1

25 – Sanhaçu Umburana (2 anos) – Chã Grande (PE) – 76

26 – Pardin 3 Madeiras (carvalho, amburana e jequitibá) – Camanducaia (MG) – 75,2* (desempate pela maior nota no critério ‘gustativo’)

27 – Porto Morretes Premium (3 anos em carvalho) – Morretes (PR) – 75,2*

28 – Leblon (6 meses em carvalho) – Patos de Minas (MG) – 74,6

29 – Havaninha (6 anos em bálsamo) – Salinas (MG) – 73,7

30 – Colombina 10 anos (jatobá) – Alvinópolis (MG) – 72,8

31 – Magnífica Envelhecida (2 anos no carvalho) – Vassouras (RJ) – 72,3

32 – Matriarca Ouro Jaqueira (2 anos) – Caravelas (BA) – 69,7

33 – Santo Grau Solera Cinco Botas (carvalho utilizado em vinho Jerez) – Itirapuã (SP) – 69,1

34 – Santo Grau Itirapuã (carvalho e jequitibá) – Itirapuã (SP) – 68,8

35 – Sebastiana Castanheira (1 ano) – Américo Brasiliense (SP) – 67,6

36 – Saliníssima (2 anos em Bálsamo) – Salinas (MG) – 64

*O procedimento estatístico foi feito a partir da média aritmética das notas, da qual foi retirada a variância e  em seguida o desvio padrão. Em seguida, foi feita a soma do dobro do desvio à média, encontrando-se o limite máximo, e a subtração da média duas vezes para encontrar o limite mínimo, expurgando-se as notas acima do limite máximo, ou abaixo do minimo e fazendo uma nova média com as notas compreendidas na tendência central. Um último expurgo, das notas dadas pelos cúpulos na degustação às cegas para aquelas cachaças na qual eles tinham qualquer envolvimento na produção, foi efetivado antes da definição da nota final.

 

 

VI Cúpula da Cachaça e III Ranking Cúpula da Cachaça começam nesta sexta

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rankingA terceira e definitiva fase – a Degustação às Cegas – do maior concurso de cachaças do país, o III Ranking Cúpula da Cachaça, acontece entre os dias 26 e 28 de janeiro, em Analândia (SP).

Na primeira fase, a Votação Popular, 43 mil pessoas votaram para escolher as 250 Cachaças Mais Queridas do Brasil. Na segunda fase, 50 especialistas no destilado nacional brasileiro selecionaram as 50 finalistas, que agora passarão pelo crivo dos 12 membros efetivos da Cúpula da Cachaça, profissionais de diversas formações com décadas de serviços prestados à marvada. Os objetivos do Ranking são dar visibilidade à categoria Cachaça e fomentar a produção de qualidade do setor.

Os 12 membros da Cúpula, grupo formado em 2013 e dedicado a iniciativas de valorização do destilado nacional brasileiro, se reunirão para a degustação às cegas e analisarão aspectos visuais, olfativos e sensoriais de cada uma das 50 cachaças, estabelecendo pontuações para uma série de quesitos. A média ponderada dessas notas, tratada pelo estatístico André Gomes Carneiro, irá estabelecer o ranqueamento em duas categorias: brancas e envelhecidas.

O resultado será publicado pelo Paladar Estadão, apoiador da iniciativa, ao lado da Solution Comercial e do Chalé Macaúva, em sua edição da próxima quinta-feira (01/02).

O Ranking é parte da VI Cúpula da Cachaça, que, além do concurso, promoverá uma série de discussões sobre iniciativas pela valorização do destilado nacional brasileiro. Entre os temas discutidos, estarão a cultura da cachaça e como fazer a informação sobre a cachaça chegar ao consumidor.

A sede do encontro é a Cachaçaria Macaúva, várias vezes premiada pela sua Carta de Cachaças, a melhor do país. Durante o encontro, as noites do Macaúva têm programação especial e é local, à noite, de muitas e ótimas prosas sobre cachaça.

No I Ranking, a cachaça Vale Verde 12 Anos (Betim-MG) se sagrou vencedora; no segundo, a paranaense Porto Morretes.

Clique aqui e conheça mais sobre os cúpulos.

Conheça as 50 cachaças finalistas do III Ranking Cúpula da Cachaça

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rankingA Cúpula da Cachaça tem o prazer de anunciar as 50 cachaças finalistas do III Ranking Cúpula da Cachaça. Esses rótulos foram selecionados por 39 especialistas, além dos oito cúpulos que não tinham impedimento para participar dessa segunda fase.

Estas são as cachaças irão para a ‘Degustação às cegas’. No último final de semana de janeiro, os cúpulos se reunirão na Cachaçaria Macaúva (Analândia – SP) e analisarão aspectos visuais, olfativos e sensoriais de cada uma dessas cachaças, estabelecendo pontuações para uma série de quesitos. A média estatística das notas de cada amostra definirá as posições no Ranking, dividido entre cachaças brancas e amadeiradas, e a ‘Cachaça do Ano’. O resultado será divulgado, com exclusividade, pelo Paladar Estadão.

O Ranking é uma iniciativa que tem como propósito divulgar e valorizar a produção brasileira de cachaça e fomentar a busca pela qualidade no setor.

As cachaças que serão ranqueadas são:

  • Authoral – Brasília/DF
  • Canarinha – Salinas/MG
  • Caraçuípe Prata – Campo Alegre/AL
  • Casa Bucco Envelhecida Carvalho – Bento Gonçalves/RS
  • Cedro de Líbano – São Gonçalo Amarante/CE
  • Claudionor – Januária/MG
  • Colombina 10 anos – Alvinópolis/MG
  • Companheira Extra Premium – Jandaia do Sul/PR
  • Coqueiro Prata – Paraty/RJ
  • Da Quinta Amburana – Carmo/RJ
  • Da Quinta Branca – Carmo/RJ
  • Da Tulha Ouro – Mococa/SP
  • Engenho Pequeno – Pirassununga/SP
  • Engenho São Luís Amendoim – Lençóis Paulista/SP
  • Engenho São Luiz Extra Premium – Lençóis Paulista/SP
  • Havana/Anísio Santiago – Salinas/MG
  • Havaninha – Salinas/MG
  • Indiazinha Ouro – Abaetetuba/PA
  • Leandro Batista – Ivoti/RS
  • Leblon – Patos de Minas/MG
  • Magnífica Carvalho – Vassouras/RJ
  • Magnífica Reserva Soleira – Vassouras/RJ
  • Matriarca Jaqueira – Caravelas/BA
  • Middas Reserva – Adamantina/SP
  • Nobre – Sobrado/PB
  • Pardin 3 Madeiras – Camanducaia/MG
  • Porto Morretes Premium – Morretes/PR
  • Princesa Isabel Aquarela – Linhares/ES
  • Princesa Isabel Jaqueira – Linhares/ES
  • Reserva do Nosco Branca – Resende/RJ
  • Saliníssima – Salinas/MG
  • Sanhaçu Freijó – Chã Grande/PE
  • Sanhaçu Umburana – Chã Grande/PE
  • Santo Grau Itirapuã – Itirapuã/SP
  • Santo Grau Solera Cinco Botas – Itirapuã/SP
  • Santo Grau Solera PX – Itirapuã/SP
  • Sebastiana Carvalho – Américo Brasiliense/SP
  • Sebastiana Castanheira – Américo Brasiliense/SP
  • Sebastiana Cristal – Américo Brasiliense/SP
  • Século XVIII Rótulo Azul – Cel. Xavier Chaves/MG
  • Serra Limpa – Duas Estradas/PB
  • Tabúa Bálsamo – Taiobeiras/MG
  • Tiê Prata – Aiuruoca/MG
  • Vale Verde 12 anos – Betim/MG
  • Volúpia Freijó – Alagoa Grande/PB
  • Weber Haus 7 Madeiras – Ivoti/RS
  • Weber Haus Amburana – Ivoti/RS
  • Weber Haus Extra Premium Lt. 48 – Ivoti/RS
  • Werneck Ouro – Rio das Flores/RJ
  • Werneck Safira Régia – Rio das Flores/RJ

 

 

III Ranking Cúpula da Cachaça: conheça os 40 jurados da 2ª fase do concurso

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rankingA Cúpula da Cachaça anuncia os nomes dos 40 especialistas do III Ranking Cúpula da Cachaça. Esses grandes profissionais dividirão com os cúpulos (com exceção dos que estão impedidos de votar, por terem participado da elaboração de algum dos rótulos em disputa) a responsabilidade de destilar a lista das ‘250 Cachaças Mais Queridas do Brasil’, eleitas pelo voto popular, e definir as 50 cachaças que formarão a ‘Seleção dos Especialistas’.

Essas 50 cachaças serão ranqueadas na ‘Degustação às cegas’, terceira e definitiva fase do Ranking, que acontece no final de janeiro.

Nosso agradecimento a esses grandes profissionais, que dividem uma grande responsabilidade conosco.

Aline Bortoletto Pesquisadora da  ESALQ/USP
Ana Carolina Corrêa Pesquisadora da  ESALQ/USP
Ana Laura Guimarães Criadora do aplicativo e portal Cachaciê
André Ricardo Alcarde Professor acadêmico da ESALQ/USP Piracicaba
Andreia Gerk Auditora Fiscal Federal Agropecuária do MAPA
Bruno Videira Especialista e criador do movimento Viva Cachaça
Carlos Lima Diretor do IBRAC e apreciador de cachaças
Carlos Mussarela Apreciador e proprietário do Restaurante Mussarela (RJ)
Cauré Portugal Pesquisador da  ESALQ/USP
Cláudia Fernandes Integrante da Confraria de Cachaça Copo Furado
Deise Novakoski Sommelière de vinhos e cachaças, professora da ABS/RJ
Eliana Girardello Sommelière de cachaças (Cachacaria Vô Milano, Curitiba)
Elen Lopretti Cachacière e  Consultora da Personal Cachacier
Fabio La Pietra Bartender. SubAstor (SP)
Felipe Jannuzzi Criador do site Mapa da Cachaça
Gerson Souza Jornalista, repórter  e apreciador
Guilherme Monteiro Vice presidente da Confraria Paulista de Cachaça
Illan Oliveira Distribuidor de cachaças (Solution Comercial)
Isadora Bello Fornari Especialista em cachaça e análise sensorial
Jairo Martins Cachacista e autor de livros sobre cachaça
Jean Ponce Bartender. Proprietário do Guarita Bar (SP)
João Alves Almeida Autor do blog Brasil no Copo
José Alberto Kede Ex-presidente da Confraria de Cachaça Copo Furado – RJ
José Darci Pereira Soares Ex-presidente da Confraria Gaúcha de Cachaça
José Cascão Publicitário, apreciador e fundador da Confraria Amigos da Cachaça
Kelly Costa Autora do blog Caipirinha Prendada
Kennedy Nascimento Bartender. Grupo Vegas
Laércio Zulu Bartender. Grupo São Bento
Lethicia Suzigan Corniani Pesquisadora da  ESALQ/USP
Luis Claudio Fernandes Especialista em cachaça. Fundador do Gedec
Luisa Saliba Proprietária do Restaurante Rota do Acarajé
Marcelo Moschetti Autor do blog Da Caninha
Márcio Silva Bartender e proprietário do Guilhotina Bar
Marco De La Roche Autor do Portal MixolgyNews. Barista e bartender
Paulo Cesar Corghis Bartender. Empório Sagarana
Peter Armstrong Membro honorário da Cúpula da Cachaça
Priscila Mallmann Sommelière de Vinhos e de cachaça
Sérgio Rabello Proprietário do Bar e Restaurante Galeto Sat´s – RJ
Yansel Galindo Presidente da Confraria de Cachaça Copo Furado
Zeca Meirelles Proprietário da Escola ProDrinks

Cúpula da Cachaça divulga as 250 Cachaças eleitas pelo Voto Popular para seguir no Ranking

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ranking

A primeira fase do III Ranking Cúpula da Cachaça – o Voto Popular – demonstrou, mais uma vez, como a produção de cachaça de qualidade está disseminada por todo o país. Marcas de nada menos que 17 estados, além do Distrito Federal, atraíram votos suficientes dos apreciadores da bebida nacional brasileira para conquistar uma vaga na lista das ‘250 Cachaças Mais Queridas do Brasil’, a relação dos rótulos que passam à segunda fase do concurso.

A fase do ‘Voto Popular’ transcorreu de 7 de setembro a 7 de novembro, período no qual qualquer pessoa, munida de CPF, poderia indicar até três de suas cachaças preferidas por um hot site desenvolvido para o concurso. No total, 43.176 pessoas registraram seus votos, superando as melhores expectativas dos ‘cúpulos’ (integrantes da Cúpula). Isso representa um aumento de 95% em relação aos 22,1 mil votantes da segunda edição (2016) do maior concurso de cachaças do país. isso comprova como a cachaça vem ganhando cada vez mais espaço no coração dos brasileiros, graças ao trabalho de tantos atores do setor.

A Cúpula da Cachaça agradece a confiança depositada pelos votantes em nosso trabalho. 

Mais de 1,1 mil rótulos receberam indicações dos diletantes de todos os estados brasileiros, o que obrigou a um esforço de apuração para checar dados das cachaças e se elas se enquadram nos critérios do concurso: estarem legalizadas junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e em circulação no mercado.

Agora, o grupo das ‘Cachaças Mais Queridas do Brasil’ passará por um processo de destilação profissional. Um painel com cerca de 50 dos maiores especialistas de cachaça do país (inclusive, os 12 cúpulos ativos) irá apontar os rótulos que estão mais preparados para figurar entre os melhores do país.

Nos próximos dias, os especialistas – seus nomes serão revelados nos próximos dias – receberão a lista completa e terão um prazo de 30 dias para apontar as suas favoritas. Desse processo sairá a ‘Seleção dos Especialistas’, formada pelas 50 cachaças mais citadas pelos especialistas.

Essas 50 cachaças irão para a fase final, a ‘Degustação às cegas’. Durante dois dias, no último final de semana de janeiro, os 12 cúpulos se reunirão na Cachaçaria Macaúva (Analândia – SP) e analisarão aspectos visuais, olfativos e sensoriais de cada uma dessas maravilhas da produção brasileira, estabelecendo pontuações para uma série de quesitos. A média ponderada dos votos definirá as posições no Ranking e a ‘Cachaça do Ano’. O resultado será divulgado, com exclusividade, pelo Paladar Estadão.

O Ranking é uma iniciativa destinada a divulgar e valorizar a produção brasileira de cachaça e fomentar a bisca pela qualidade no setor.

As 250 Cachaças Mais Queridas do Brasil

51 Pirassununga SP
51 Singular Pirassununga SP
51 Rara Pirassununga SP
51 Única Pirassununga SP
Abaíra Ouro Chapada Diamantina BA
Abaíra Prata Chapada Diamantina BA
Alpha Prata Boa Esperança MG
Alpha Umburana Boa Esperança MG
Aroma da Serra Carvalho Areia PB
Aroma da Serra Cristal Areia PB
Aroma da Serra Umburana Areia PB
Arretada Sobrado PB
Aúrea Custódio 5 anos Ribeirão Pires MG
Authoral Brasília DF
Bandeira Branca Mamanguape PB
Barão Dourado Carvalho Sta. Maria Madalena RJ
Barão Dourado Tradicional Sta. Maria Madalena RJ
Barão Dourado Umburana Sta. Maria Madalena RJ
Barra Velha Prata Campos  RJ
Barra Velha Premium Campos RJ
Bassi Ouro Sta. Mariana PR
Bassi Prata Sta. Mariana PR
Blumenau Frida Blumenau SC
Blumenau Fritz Blumenau SC
Blumenau Prata Blumenau SC
Boa Luz Ouro Laranjeiras SE
Boazinha Salinas MG
Buchmann 12 Anos Pres. Lucena RS
Caboclinha Donzela Toledo MG
Caboclinha Senhora Toledo MG
Cana & Lua Ouro Alterosa MG
Cana & Lua Prata Alterosa MG
Canarinha Salinas MG
Capotira Ouro Vargem Grande MA
Caraçuípe Extra Premium Campo Alegre AL
Caracuípe Ouro Campo Alegre AL
Caracuípe Prata Campo Alegre AL
Casa Bucco Amburana Bento Gonçalves RS
Casa Bucco Bálsamo Bento Gonçalves RS
Casa Bucco Envelhecida Carvalho Bento Gonçalves RS
Castelo Branco Campo Alegre  GO
Catarina Branca Dracena SP
Catarina Reserva Dracena SP
Catarina Única Dracena SP
Cavalo de Ouro Barbacena MG
Cedro de Líbano S Gonçalo Amarante CE
Cipó da Serra Amburana Itaverava MG
Claudionor Januária MG
Cobiçada da Paraíba Umburana Serraria PB
Cobiçada de Minas Prata São Gonçalo do Bação MG
Colombina 10 anos Alvinópolis MG
Colombina 3 anos Alvinópolis MG
Colombina Chita Alvinópolis MG
Companheira Extra Premium Jandaia do Sul PR
Companheira Imburana Jandaia do Sul PR
Coqueiro Carvalho Paraty RJ
Coqueiro Prata Paraty RJ
Coqueiro Tradicional Paraty RJ
Da Pedra Pedralva MG
Da Quinta Amburana Carmo RJ
Da Quinta Branca Carmo RJ
Da Quinta Carvalho Carmo RJ
Da Tulha Edição Única 2017 Mococa SP
Da Tulha Ouro Mococa SP
Da Tulha Prata Mococa SP
Dama da Noite (8 anos) Crucilândia MG
Dama da Noite Jatobá Crucilândia MG
De La Vega Ouro Branco MG
Dom Bré Amburana Guarani MG
Dom Bré Carvalho Guarani MG
Dom Bré Jequitibá Guarani MG
Dom Roque Ouro Vargem SP
Engenho D’Ouro Carvalho Paraty RJ
Engenho D’Ouro Jequitibá Paraty RJ
Engenho D’Ouro Prata Inox Paraty RJ
Engenho do Coronel Ouro Taquaruçu de Minas MG
Engenho do Coronel Prata Taquaruçu de Minas MG
Engenho Pequeno Pirassununga SP
Engenho São Luiz Extra Premium Lençóis Paulista SP
Engenho São Luís Amendoim Lençóis Paulista SP
Engenhosa Soleira Mal. Floriano ES
Espírito de Minas São Tiago MG
Estação Coqueiros Prata Nazareno MG
Fabulosa Premium Salinas MG
Gavena Ouro Itupeva SP
Germana Heritage*** Nova União MG
Gregório Branca Alagoa Grande PB
Harmonie Schnaps Amburana Harmonia RS
Harmonie Schnaps Blend Harmonia RS
Harmonie Schnaps Prata Harmonia RS
Havana/Anísio Santiago Salinas MG
Havaninha Salinas MG
Heats Brasil Jequitibá Paraíso SC
Heats Brasil Carvalho Paraíso SC
Heats Brasil Clássica Paraíso SC
Indiazinha Ouro Abaetetuba PA
Indiazinha Prata Abaetetuba PA
Ipamerina Campo Alegre GO
Ipueira Umburana Areia PB
Itupeva Carvalho Itupeva SP
Itupeva Cristal Itupeva SP
Itupeva Umburana Itupeva SP
JJ Alfredo Chaves ES
João Mendes Opinião Perdões MG
João Mendes Ouro Perdões MG
João Mendes Prata Perdões MG
Labareda Paraty RJ
Leandro Batista Ivoti RS
Leblon Patos de Minas MG
Limoeiro Umburana Feira da Mata BA
Lourinha Coqueiral MG
Magnífica Reserva Soleira Vassouras RJ
Magnífica Carvalho Vassouras RJ
Mais Uma Premium Domingos Martins ES
Maria Andante Passa Quatro MG
Maria João Branca Santa Rosa RS
Maria João Envelhecida Santa Rosa RS
Maria João Premium Santa Rosa RS
Matriarca Bálsamo Caravelas BA
Matriarca Umburana Caravelas BA
Matriarca Jaqueira Caravelas BA
Matuta Amburana Areia PB
Matuta Cristal Areia PB
Mel de Minas Paaopeba MG
Melicana Amburana Bom Despacho MG
Melicana Tradicional Bom Despacho MG
Middas Reserva Adamantina SP
Murano Amburana Itaverava MG
Murano Jequitibá Itaverava MG
Nascente Velho Chico Piumhi MG
Nega Fulô Carvalho Nova Friburgo RJ
Nobre Sobrado PB
Ouro 1 Carvalho Papagaio MG
Ouro 1 Edição Especial Papagaio MG
Ouro 1 Velha Papaagaio MG
Ouro Mineiro Amburana Itamonte MG
Palato Gourmet Onça do Pitangui MG
Paramirim Ouro Paramirim BA
Paramirim Prata Paramirim BA
Paratiana Ouro Paraty RJ
Paratiana Prata Paraty RJ
Chapelão Ouro Domingos Martins ES
Pardin 3 Madeiras Camanducaia MG
Patrimônio Pirassununga SP
Paulista Ouro Mairinque SP
Paulista Prata Mairinque SP
Penhalonga Prima Ouro Chiador MG
Penhalonga Prima Prata Chiador MG
Pitu Adoçada Vitória de Sto. Antão PE
Poço da Pedra Bálsamo Caculé BA
Poço da Pedra Jequitibá Rosa Caculé BA
Poço da Pedra Pura Caculé BA
Porto Morretes Premium Morretes PR
Prazer de Minas Unlimited Esmeraldas MG
Princesa Isabel Jaqueira Linhares ES
Princesa Isabel Aquarela Linhares ES
Princesa Isabel Ouro Linhares ES
Prosa Mineira Carvalho Sta. Rita de Caldas MG
Prosa Mineira Clássica Sta. Rita de Caldas MG
Quinta das Castanheiras Amburana Camanducaia MG
Quinta das Castanheiras Carvalho Francês Camanducaia MG
Quinta das Castanheiras Prata Clássica Camanducaia MG
Rainha da Lavoura Premium Coqueiral MG
Reserva do Nosco 10 Anos Resende RJ
Reserva do Nosco 5 Anos Resende RJ
Reserva do Nosco Branca Resende RJ
Rio do Engenho Reserva Ilhéus BA
Rio do Engenho Bálsamo Ilhéus BA
JP Itupeva SP
Rio do Engenho Prata Ilhéus BA
Rui do Carrinho Prata Cachoeira Paulista SP
Salinas Taiobeiras MG
Saliníssima Salinas MG
Samanaú Carvalho Caicó RN
Samanaú Louro Canela Caicó RN
Samanaú Prata Caicó RN
Sanhaçu Freijó Chã Grande PE
Sanhaçu Carvalho Chã Grande PE
Sanhaçu Umburana Chã Grande PE
Santa Rosa Exclusive XIV Valença RJ
Santa Rosa Intense IV Valença RJ
Santa Rosa Special VIII Valença RJ
Santa Teresinha Artes Mal. Floriano ES
Santa Teresinha Sassafrás Mal. Floriano ES
Santo Grau Itirapuã Itirapuã SP
Santo Grau Solera Cinco Botas Itirapuã SP
Santo Grau Solera PX Itirapuã SP
Santo Mário Ouro Catanduva SP
Santo Mário Prata Catanduva SP
São Paulo Amburama Cruz Espirito Santo PB
São Paulo Cristal Cruz Espirito Santo PB
Sapequinha Sobrado PB
Sebastiana Castanheira Américo Brasiliense SP
Sebastiana Carvalho Américo Brasiliense SP
Sebastiana Cristal Américo Brasiliense SP
Século 18 Rótulo Azul Cel Xavier Chaves MG
Seiva da Cana Clássica Paraíso SC
Seiva da Cana Jequitibá Paraíso SC
Seleta  Salinas MG
Senhora Ouro Santana BA
Senhora Prata Santana BA
Serra das Almas Prata Rio de Contas BA
Serra das Almas Ouro Rio de Contas BA
Serra Limpa Duas Estradas PB
Serra Preta Alagoa Nova PB
Supremacia Urandi BA
Tabúa Bálsamo Taiobeiras MG
Tapinuã dos Reis Ouro Silva Jardim RJ
Tapinuã dos Reis Prata Silva Jardim RJ
Taverna de Minas Carvalho Itaverava MG
Taverna de Minas Amburana Itaverava MG
Taverna de Minas Jequitibá Itaverava MG
Tellura Amburana Campos  RJ
Tellura Prata Campos  RJ
Terra de Ouro Bálsamo Salinas MG
Tiara Rainha Barra Longa MG
Tiara Tradicional Barra Longa MG
Tiê Ouro Aiuruoca MG
Tiê Prata Aiuruoca MG
Tiziu Jaqueira Salinas MG
Tiziu Única Salinas MG
Tiziu Virgem Salinas MG
Triumpho Branca Tradicional Triunfo PE
Triumpho Envelhecida Carvalho Triunfo PE
Corisco Prata Paraty RJ
Turmalina da Serra Carvalho Areia PB
Turmalina da Serra Branca Areia PB
Turmalina da Serra Freijó Areia PB
Companheira Prata Jandaia do Sul PR
Umas e Outras Ivoti RS
Unser Schnaps Extra Premium Pres. Lucena RS
Unser Schnaps Prata Pres Lucena RS
Vale Verde 12 anos Betim MG
Vecchio Albano Envelhecida Torrinha SP
Vecchio Albano Extra Premium Torrinha SP
Velho Pescador Carvalho Ivoti RS
Volúpia Freijó Alagoa Grande PB
Weber Haus 7 Madeiras Ivoti RS
Weber Haus Amburana Ivoti RS
Weber Haus Bálsamo Ivoti RS
Weber Haus Extra Premium Lt. 48 Ivoti RS
Werneck Ouro Rio das Flores RJ
Werneck Safira Régia Rio das Flores RJ
Wiba Blend Carvalho Torre de Pedra SP
Wiba Branca Torre de Pedra SP
Wiba Umburana Torre de Pedra SP
Ypióca Ouro Maranguape CE
Ypióca 150 Maranguape CE
Ypióca 5 Chaves Maranguape CE
Zé Maria Heliodora MG

 

*** Por solicitação da sra. Dirlene Pinto, representante da marca Germana, manifestada por meio de uma notificação extrajudicial, a cachaça Germana Heritage foi retirada da lista das ‘250 Cachaças Mais Queridas do Brasil’. A segunda fase do III Ranking Cúpula da Cachaça prossegue com 249 cachaças.

 

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III Ranking Cúpula da Cachaça: a grande celebração do destilado brasileiro

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Tem início na quinta-feira (7/9) o III Ranking Cúpula da Cachaça. O maior concurso dedicado ao destilado nacional do país começa com a ‘Votação Popular’, a qual terá a duração de dois meses. Depois, começa a fase da ‘Seleção dos Especialistas’, a qual se segue a ‘Degustação às Cegas’, que será realizada no final de janeiro de 2018, como parte da programação da VI Cúpula da Cachaça.

A votação no Ranking será feita por meio dessa página.

Os objetivos da Cúpula com o Ranking são dar visibilidade à cachaça e fomentar a produção de qualidade.

O Ranking Cúpula da Cachaça é um concurso sem inscrições. Todas as cachaças do país, desde que devidamente legalizadas, participam automaticamente da competição.

Na Votação Popular, vai site da Cúpula, cada votante poderá apontar até três cachaças, mas só será aceito um voto por CPF. Essa fase irá até o início de novembro.

A Votação Popular irá produzir a lista das 250 Cachaças Mais Queridas do Brasil, um rol em que estarão incluídos todos os rótulos que possuem maior relevância no mercado nacional.

A segunda fase é a Seleção dos Especialistas. Nessa etapa, um painel composto por cerca de 40 especialistas, de diferentes formações e espalhados por todo o país, irá destilar a lista de 250 cachaças, apontando suas preferidas, que irão compor a lista das 50 cachaças finalistas.

Essas 50 cachaças irão para a Degustação às Cegas, apenas com os membros da Cúpula, que se reunirão por três dias em Analândia (SP) e darão notas de 0 a 100 para as cachaças, levando em conta aspectos visuais, olfativos e gustativos, além de aspectos mais gerais, como personalidade.

Como é regra em concursos internacionais de bebidas, as cachaças não serão fornecidas pelos produtores, mas sim buscadas no mercado. As notas passarão por tratamento estatístico e o resultado só será conhecido pelos ‘cúpulos’ quando forem publicados pelo Paladar, caderno de gastronomia do jornal Estado de S. Paulo.

Diferentemente das edições anteriores, o resultado só será publicado com separação entre duas categorias: brancas (que inclui as cachaças armazenadas em madeiras ditas ‘neutras’ e aquelas que só passam por inox) e armazenadas/envelhecidas (que abrange as cachaças que passam por madeira, com alteração expressiva de cor).

A ideia é destacar e valorizar as cachaças brancas. A cachaça que tiver a maior pontuação, nas duas categorias, será considerada a Cachaça do Ano.

Bebendo entre amigos – As confrarias da Cachaça

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Por Manoel Agostinho Lima Novo*

Recentemente, alguém me perguntou como está o panorama da cachaça atualmente, em relação ao que era há dez anos. No que respondi que, embora se tenha muito ainda a fazer, melhorou muito, graças a várias ações que vêm sendo realizadas, isoladamente ou em conjunto. Uma das iniciativas que vêm colaborando para a evolução do mercado é a formação de um consumidor menos leigo para a cachaça. Cursos, palestras e encontros variados caminham nesta direção. E os grandes responsáveis por isto são as confrarias, clubes, academias e agremiações em geral. Precisamos falar desses grupos.

Confraria Paulista da Cachaça

Confraria Paulista da Cachaça

Nos últimos cinco anos, se multiplicaram as agremiações por todo o país cujo objetivo exclusivo é o de divulgar a cachaça. As confrarias ocupam lugar de honra nesse plantel.

Se buscarmos no Aurélio o termo “confraria” encontraremos duas definições clássicas, sendo uma delas a que vamos focar neste artigo: “associação ou conjunto de pessoas do mesmo ofício, da mesma categoria ou que levam um mesmo modo de vida”.

Conta a história de que a primeira confraria sem cunho religioso no mundo foi fundada em 1248, sob o nome de Chaine dês Rotisseurs, em Paris (ficou inativa de 1779 a 1950, quando retornou à atividade). Já no Brasil, a confraria ou similar mais antiga foi a Sociedade Brasileira de Amigos do Vinho, fundada em São José dos Campos (SP), em 1982. Aliás, no mundo do vinho pululam as confrarias e grupos que se reúnem para apreciar e discutir a bebida.

Como tudo na cachaça sempre foi mais difícil, demorou muito para que alguém decidisse criar uma confraria ou um clube com objetivos parecidos com as irmãs do vinho

Mas, já no puxando para a cachaça, muitas confrarias e agremiações foram criadas por este Brasil afora com o objetivo de agregar o merecido valor à cachaça, mas o fato é que poucas sobreviveram. Ribeirão Preto, Feira de Santana e Recife, por exemplo, foram palco de agremiações que nasceram e morreram no caminho.

Copo Furado

Uma das mais antigas agremiações em prol da cachaça é a Confraria de Cachaça Copo Furado, fundada no Rio de Janeiro em 1994, com o lema: “Unidos beberemos… sozinhos também”. Esta realiza duas reuniões mensais, sendo uma fechada aos confrades e outra aberta ao público, nas quais o foco é sempre a cachaça de alambique. Ainda há a promoção de palestras, degustações e atividades sociais como bailes de carnaval e festas juninas. “Temos orgulho de ser testemunhas da organização e da história social da cachaça nos últimos vinte anos e, sobretudo, de continuar defendendo o espírito de fraternidade e amor à cachaça”, diz o confrade Thiago Pires. “É com satisfação que vemos hoje, nas mais simples padarias ou nos mais sofisticados restaurantes, um lugar reservado à boa cachaça de alambique e temos certeza que o trabalho da Copo Furado, através de seus confrades foi e é fundamental para este resultado”.

O Clube Mineiro da Cachaça, em Belo Horizonte, tem uma sede pra lá de convidativa, com salão de degustação, e oferece no seu restaurante petiscos e pequenas refeições para acompanhar o vasto repertório líquido.

A Confraria Comida com Cachaça, em São Paulo, busca reunir a aptidão da gastronomia com a cachaça, fazendo uma bela parceria.

A turma do Copo Furado

A turma do Copo Furado

Candangos, bandeirantes e gaudérios

A Confraria da Cachaça do Brasil, fundada em 2000 no Distrito Federal, segue a linha das mais antigas que estão em pleno funcionamento, com reuniões mensais e está prestes a realizar sua 200ª degustação. Em suas reuniões, se discute sempre os rumos da nossa bebida. A instituição tem cadeira efetiva na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cachaça.

Em 2015, surgiu a Confraria Paulista de Cachaça, na capital. Um dos mais ativos e organizados grupos de apreciadores, eles se reúnem mensalmente, oferecendo aos participantes palestras e sempre uma ampla amostra de cachaças para degustação.

Nesta empreitada os pampas não ficaram para trás. Em Bento Gonçalves, em 2011, surgiu a Confraria Gaúcha da Cachaça, que, a partir de 2015 passou a contar também com sede em Porto Alegre, organizando palestras, visitas técnicas, degustações e variadas atividades ligadas ao liquido precioso, incluindo jantares, discussões técnicas, etc.

Há um ano surgiu o Clube Carioca da Cachaça, no Rio de Janeiro, e neste um ano de existência já fez duas visitas técnicas, realizou curso de sommelier de cachaça e ainda de blend. O grupo faz reuniões mensais, com divulgação na mídia social de todas as suas atividades. As reuniões são sempre abertas ao público.

E por ai vão todas as demais, como a Confraria Paranaense de Cachaça em Curitiba fundada há pouco tempo, a Confraria de Cachaça do Kariri, a Confraria Paraibana de Cachaça, em João Pesso,a com pouco menos de dois anos de existência, a, a Confraria Goiana da Cachaça em Goiânia. Citemos também o Clube Velhos Curtidos, no Rio de Janeiro, fundado no ano passado, entre outras.

Ainda temos no Rio de Janeiro a decana Academia Brasileira de Cachaça, que segue os moldes da Academia Brasileira de Letras, com membros imortais.

confraria gaucha

Confraria Gaúcha

Para que serve uma confraria?

O que essas agremiações tem feito de especial para a cachaça?  A proposta de todas elas é aprofundar o conhecimento sobre nossa genuína bebida, quebrando a discriminação. Algumas utilizam palestras e cursos com o propósito de trazer mais adeptos para o grupo de privilegiados apreciadores da nossa querida branquinha. Outras ainda fazem avaliações sensoriais, dando feedback aos produtores e ajudando-os a melhorar o seu produto, mas, de um modo geral, o que se tem é a criação de uma rede de amigos, em beneficio da bebida. Isto contribui muito para o setor.

José Darci, quando presidente da Confraria Gaúcha de Cachaça, me falou sobre o funcionamento daquela agremiação: “Nosso aprendizado consiste em dedicar uma parte da reunião para estudo teórico e experiências de análise sensoriais, além de visitas de estudo a alambiques num raio de 150 quilômetros”.

Uma coisa que percebemos nas reuniões desses grupos é a presença de jovens e de mulheres vem aumentando consideravelmente, o que nos mostra um rompimento da crença de um passado não tão distante de que a cachaça é bebida de velho e de homem.

Por fim, destaco que todo confrade se torna um militante. Com os conhecimentos adquiridos, se transmuta num consumidor exigente, reclamando da inexistência de boas cachaças nos lugares que frequenta e “doutrinando” seus interlocutores.

* Especialista e consultor em cachaças e integrante da Cúpula da Cachaça. Esse artigo está na Cachaça em Revista ed. V, entre outros textos escritos pelos membros da Cúpula. 

V Cúpula da Cachaça: debate com produtores revela desafios e abre veredas para o futuro

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Wilson Barros (Wiba-SP) fala. Milton Lima, Natanael Bonicontro (Companheira) e Jean Ponce escutam

Wilson Barros (Wiba-SP) fala. Milton Lima (cúpulo), Natanael Bonicontro (Companheira) e Sidnei Maschio (cúpulo) e Jean Ponce (Guarita) escutam

 

Por Dirley Fernandes

A quinta edição da Cúpula da Cachaça, no fim de janeiro, ficou marcada por uma inovação: a sessão aberta, com a participação de produtores e outros membros da cadeia produtiva da Cachaça.

Nas quatro edições anteriores, as sessões de discussão de temas relativos à cachaça eram restritas aos cúpulos. A ideia era promover um ambiente de troca franca de ideias e informações, que embasavam posicionamentos individuais e, sobretudo, coletivos. Esses posicionamentos eram espalhados pelos cúpulos durante todo o ano nas suas variadas atividades e, claro, divulgados nos canais de comunicação da Cúpula da Cachaça. Esse formato gerou muito conhecimento e uma atuação extremamente positiva da Cúpula como instituição e de cada cúpulo na valorização e conquista de espaços pela Cachaça.

Com a proposta de uma aproximação maior com a cadeia produtiva da Cachaça e na busca por uma atuação mais afinada de todo o setor na defesa de suas bandeiras e na identificação dos desafios a serem vencidos, resolvemos, no ano passado, convidar representantes da produção de vários estados, portes e visões de mercado para trocar ideias com os cúpulos durante a V Cúpula da Cachaça.

Tivemos uma resposta extremamente positiva e, no sábado, 28 de janeiro, sob um calor de 35 graus, estávamos reunidos numa grande roda na Cachaçaria Macaúva (Analândia-SP) para o debate ‘Cachaça, presente e futuro: os desafios’. Foram mais de três horas de uma discussão extremamente profícua, que apontou caminhos para a remoção dos entraves que dificultam a necessária ampliação do público do nosso destilado nacional.

Estiveram presentes os produtores Marcelo Nordskorg (Reserva do Nosco-RJ), Natanael Bonicontro (Companheira-PR), Roberto Brasil e Celso Lemos (Gouveia Brasil-MG), Carlos Eduardo Oliveira (Leblon-MG), Lucas Mendes (Tabua-MG), Alexandre Bertin (Sapucaia-SP), Wilson Barros (Wiba-SP) e Reinaldo Isaias da Silva (51), além de Carlos Lima (Instituto Brasileiro da Cachaça, Ibrac), Ilan Oliveira (ditribuidora Solution Comercial) e Jean Ponce (Bar Guarita).

Além deles, completavam a roda os 13 especialistas da Cúpula da Cachaça.

Tributação

Como de hábito, o enorme peso da carga tributária sobre a cachaça (calculada pelo IBPT em 81%) foi um dos temas mais discutidos. O Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), na pessoa de seu diretor executivo, Carlos Lima, informou sobre as complexas negociações levadas a cabo em Brasília para a adoção de uma alíquota mais factível para o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), após o grande avanço que representou o retorno da Cachaça ao Simples. Lima lembrou que a defesa das demandas da indústria requer estratégias e perseverança. “O Simples foi uma negociação que se alongou por dez anos até que as circunstâncias se tornassem favoráveis para nós”, disse, demonstrando confiança de que novos avanços ocorram nos próximos meses.

Produtores como Wilson Barros (Wiba) e Marcelo Nordskorg (Reserva do Nosco) falaram sobre as dificuldades enfrentadas diante da alta e complexa carga tributária. “Temos que lutar para que isso mude. E mude rápido, porque do contrário, a sobrevivência do pequeno estará inviabilizada”, disse Barros, contando sobre as dificuldades dos primeiros anos de seu negócio. Bonicontro, da Companheira, se manifestou sobre as dificuldades encontradas pelos pequenos com a questão tributária, as dificuldades com a distribuição e se posicionou contra a exportação de cachaça a granel. “Cachaça produzida no Brasil deve ser engarrafada aqui”, defendeu. Outros presentes ponderaram que tal medida poderia prejudicar diversos modelos de negócios existentes e por estabelecer.

A ideia da mudança de taxação dos destilados para um modelo por volume de álcool também foi ventilada, mas uma série de inconvenientes foram apontados.

Roberto Brasil (Gouveia Brasil) e os cúpulos Manoel Agostinho, Nelson Duarte e Maurício Maia

Roberto Brasil (Gouveia Brasil) e os cúpulos Manoel Agostinho, Nelson Duarte e Maurício Maia

Informalidade

O tema da informalidade também esteve na mesa. Foram colocadas em discussão as diferenças entre o pequeno produtor familiar que necessita de apoio para enfrentar os desafios de uma produção legalizada e aquele que busca tão somente as vantagens de estar fora do ambiente legal de tributação.

Lucas Mendes (cachaça Tabua) lembrou que os processos burocráticos para legalização dos negócios é tão complexo que “o cara que produz pouco acaba se desinteressando”.

O tema da cachaça clandestina também foi debatido. Carlos Eduardo (Leblon) foi assertivo e, recordando o seu passado como extensionista, afirmou: “Não contem comigo para uma caça às bruxas contra o produtor clandestino”.

Carlos Eduardo e Lucas Mendes, da Tabua, contaram sobre a experiência de ambos, dando suporte a produtores informais de Patos (MG) e Salinas (MG), respectivamente, no sentido de prepará-los para, futuramente, alcançar a formalização.

Distribuição

Outro tema que teve destaque nas discussões foi o da distribuição, identificada como o principal gargalo no caminha da cachaça entre a porteira e a mesa do consumidor. Lucas Mendes (Tabua) contou sobre o trabalho que realizou em São Paulo, especialmente nas periferias, acompanhando a visita dos distribuidores para passar informações sobre a cachaça. “Conseguimos levar a Tabua para muitos pontos, andando por todos os lados diariamente, ao lado dos vendedores. Mas foi um trabalho pesado e ao longo de tempo, insustentável. Exige uma estrutura maior”.

Alexandre Bertin (Sapucaia) frisou o pouco conhecimento do distribuidor sobre o produto. “Ele não sabe o que é a cachaça, quais são as diferenças entre uma cachaça de produção mais restrita e um pouco mais cara. Só sabe e quer falar da questão comercial, do preço. É preciso trabalhar para levar o conhecimento sobre cachaça para esse distribuidor e trabalhar para desenvolver os canais de distribuição mais especializados. Mas tudo esbarra na falta de informação”, disse.

Presente na discussão, o distribuidor Illan Oliveira (Solution) contou que, na passagem do distribuidor ao varejista, o entrave maior é a informação. “Ainda subsiste o preconceito. A gente ainda precisa trabalhar muito para apresentar o nosso produto ao cliente. Ainda há muitos que acham que a cachaça não é um produto de primeira linha, que deva estar nas melhores casas”.

Cupula Sabado (30)

Lucas Mendes (Tabua) fala, tendo à direita Carlos Eduardo (Leblon) e Celso Lemos (Gouveia Brasil) e à esquerda os cúpulos Leandro Batista (na ponta), Cesar Adames e Dirley Fernandes (em pé)

Conquistando corações e mentes

Carlos Eduardo (Leblon) e Carlos Lima (Ibrac) pontuaram as melhoras no cenário. “Essa é uma discussão de dez anos. Mas o surgimento de espaços e instituições como a própria Cúpula da Cachaça mudaram o cenário de valorização do destilado. É outro mundo agora”, disse Carlos Eduardo.

O cúpulo Dirley Fernandes falou sobre as estratégias necessárias para a valorização da Cachaça. “Temos que trabalhar os conceitos e atributos que são os diferenciais da Cachaça: a ligação profunda com o Brasil, a autenticidade, a variedade, a organicidade, a excelência… São esses os diferenciais que podem levar a Cachaça a ganhar espaço de outros destilados. Temos que ganhar corações e mentes”.

Marcelo Nordskorg concordou, dizendo que “o produtor está sempre batendo na tecla da tributação e tem que ser assim. Mas é necessário divulgar a cachaça, para que ela seja vista como um produto de importância e de valor. “O papel da Cúpula é muito importante nesse sentido”, disse ele.

Carlos Lima, do Ibrac, lembrou do trabalho feito pelo instituto nesse sentido e da importância da regulamentação da Identidade Geográfica da cachaça, conseguida recentemente, para dinamizar esse trabalho no exterior.

Natanael Bonicontro (Companheira) pontuou que há dificuldades de acesso para os pequenos tanto em relação à distribuição quanto à chegada no mercado externo. “O mercado é protegido. Não conseguimos acesso”.

Nesse ponto da discussão, veio à tona as relações entre grandes produtores industriais e produtores menores. Celso Lemos, da Gouveia Brasil, fez um alerta importante. “Não podemos falar mal de outra marca de cachaça, como por exemplo, a industrial. Isso será lido pelo consumidor como uma restrição ao produto como um todo”.

O cúpulo Mestre Derivan fez uma revisão de várias iniciativas de divulgação da cachaça das quais participou, em parceria com marcas e distribuidores. E concluiu: “Quando a gente vende cachaça, tem que vender paixão. Isso que temos que passar para cada vez mais consumidores. A estratégia que todos temos que seguir é a de ampliar o público de apaixonados por cachaça. A Cachaça está aí. Todos vocês fazem produtos ótimos”, disse, se dirigindo aos produtores. “Agora, temos que nos unir para fazer com que essa cachaça chegue a mais pessoas”.

Carlos Lima (Ibrac), entre Marcelo Nordskorg (Reserva do Nosco) e Reinaldo Silva (51)

Carlos Lima (Ibrac), entre Marcelo Nordskorg (Reserva do Nosco) e Reinaldo Silva (51)

 

 

 

 

 

 

V Cúpula da Cachaça – Safra 2017. Saiba o que aconteceu e o que vem por aí

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Cúpula da CachaçaA Cúpula da Cachaça teve o seu quinto encontro anual entre os dias 27 e 29 de janeiro. No encontro, foram discutidas novas ações em busca da conquista de novos públicos para a cachaça, ajustes no Ranking Cúpula da Cachaça – e o calendário –, apoio ativo ao Projeto Rabo de Galo e a quinta edição da Cachaça em Revista. No último dia do evento, foi eleita a diretoria para o biênio 2017-2018, composta por Maurício Maia (presidente) e Manoel Agostinho Lima Novo (secretário-geral). O grande destaque do encontro foi a sessão aberta, com a participação de produtores e outros atores do universo da cachaça, numa troca de ideias profícua que tomou toda a tarde de sábado (28/02).

Todos os temas discutidos serão dissecados no quinto número da Cachaça em Revista.

Temas discutidos:

– Cachaça, presente e futuro: os desafios (sessão com a participação de produtores e outros elos da cadeia da cachaça)

– Imagem da Cachaça, como trabalhar, consolidação de uma cultura

– Nova IN de Envelhecimento

– Cachaça Industrial x Artesanal – disputa ou complementariedade?

– Do canavial à mesa, onde estão os entraves

– Exportação: a cachaça como produto estratégico

– Desrespeito à IN 13 (teor alcoólico)

– III Ranking Cúpula da Cachaça (ajustes no regulamento)

– Coquetelaria, caminhos e possibilidades

 

III Ranking Cúpula da Cachaça

O III Ranking da Cachaça, que tem objetivo de chamar a atenção para a Cachaça e fomentar a produção de qualidade, tem início previsto para o mês de agosto. A estrutura vitoriosa de três etapas está mantida. Lembramos que a primeira fase é o Voto Popular, que formará o elenco das 250 cachaças que comporão o elenco do Ranking. A Cachaça do Ano será conhecida no início de fevereiro de 2017. A novidade é que o Ranking será apresentado de uma única forma, em 2018: com separação entre cachaças brancas (inox e madeiras neutras) e amadeiradas.

Cachaça em Revista

A quinta edição da Cachaça em Revista, com artigos dos cúpulos e convidados, será lançada em junho, durante a Expocachaça (Belo Horizonte-MG).

Marcelo Nordskorg fala na sessão aberta da Cúpula da Cachaça (Image: Cesar Adames)

Marcelo Nordskorg (Reserva do Nosco) fala na sessão aberta da Cúpula da Cachaça (Imagem: Cesar Adames)

Encontro com os produtores

O encontro realizado entre os produtores e os cúpulos, com a participação do Ibrac, foi uma troca de informações extremamente importante para todos os lados e vai ajudar a definir ações do setor em conjunto na busca de equalizar seus diversos desafios.

Um dos temas mais importantes tratados foi a necessidade de racionalizar a tributação sobre a cachaça, de modo a que a carga tributária não inviabilize a atividade. O Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), na pessoa de seu diretor executivo, Carlos Lima, informou sobre as negociações levadas a cabo em Brasília e os produtores falaram sobre suas dificuldades e os possíveis caminhos para superá-las. O produtor Carlos Eduardo Oliveira (Leblon) falou da necessidade de apoiar os produtores informais no sentido de levá-los a alcançar a formalização.

Os gargalos na distribuição da cachaça foram outro tema importante, com o relato dos produtores Lucas Mendes (Tabua) e Alexandre Bertin (Sapucaia) ajudando a ilustrar as grandes dificuldades que são enfrentadas no caminho entre o alambique e o consumidor. A cãoticipação do distribuidor Ilan Oliveira (Solution) também foi importante.

Os cúpulos Dirley Fernandes, Leandro Batista e Mestre Derivan falaram das estratégias para a conquista de “corações e mentes” para a cachaça, através da valorização da imagem do produto e de ações na ponta, e da necessidade do envolvimento de toda a cadeia da cachaça nessa tarefa.

A Cúpula da Cachaça agradece a presença dos produtores Marcelo Nordskorg (Reserva do Nosco-RJ), Natanael Bonicontro (Companheira-PR), Roberto Brasil e Celso Lemos (Gouveia Brasil-MG), Carlos Eduardo Oliveira (Leblon-MG), Lucas Mendes (Tabua-MG), Alexandre Bertin (Sapucaia-SP), Wilson Barros (Wiba-SP) e Reinaldo Isaias da Silva (51), além de Carlos Lima (Instituto Brasileiro da Cachaça, Ibrac), Ilan Oliveira (Solution Comercial) e Jean Ponce (Bar Guarita) que atenderam nosso convite e se juntaram aos cúpulos nessa mesa excepcionalmente rica.

Treinamento

Diante da premissa da necessidade de ampliar a base de consumidores e ‘devotos’ da cachaça, a Cúpula definiu que uma de suas prioridades em 2017 será fomentar o conhecimento e a capacitação na ponta da cadeia: os donos de bares e restaurantes, seus gerentes e maitres e, principalmente, garçons e bartenders, aqueles que lidam diretamente com o público e podem fazer a diferença na escolha da cachaça, no momento da disputa do consumidor com outras bebidas. Em breve, um projeto nesse sentido, será anunciado. A decisão, tomada em discussão interna, conquistou o apoio do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac) durante a reunião aberta de sábado. O diretor Carlos Lima anunciou que capacitação será um dos principais vetores de atuação do órgão nos próximos meses. A Cúpula da Cachaça convida toda a cadeia a unir-se nesse esforço.

Projeto Rabo de Galo

O projeto Rabo de Galo foi apresentado durante a Cúpula da Cachaça pelo cúpulo Mestre Derivan como um projeto dos bartenders brasileiros. O objetivo é tornar o tradicional Rabo de galo – coquetel criado em São Paulo e que vem sendo reinventado e desdobrado em milhares de variações dentro da receita clássica à base de cachaça e bitter – em um dos drinques que compõem a carta de drinques da International Bartender Association (IBA).

Por aclamação, a Cúpula decidiu por um apoio ativo aoo projeto do cúpulo Derivan e dos bartenders brasileiros e passou a discutir ações que serão conhecidas em breve. Durante o debate sobre Coquetelaria com Cachaça, que teve ainda a participação especialíssima do bartender Jean Ponce, o projeto ganhou o apoio unânime dos produtores e outros devotos da cachaça presentes. Lembramos que Mestr Derivan teve papel fundamental na inclusão da caipirinha na carta da IBA.

Nova diretoria

O cúpulo Maurício Maia foi indicado pelo ex-presidente Milton Lima para sucedê-lo no cargo. Por sua vez, Maia indicou a recondução do cúpulo Manoel Agostinho Lima Novo para o cargo de secretário-geral da instituição. Não houve outras chapas inscritas e passou-se à eleição. Maia e Lima Novo foram eleitos por aclamação, com o voto dos 12 cúpulos presentes, sem o registro de abstenções (o cúpulo honorário Peter Armstrong estava ausente). A nova diretoria tomou posse imediata. A Cúpula da Cachaça agradece os serviços até agora prestados à instituição e à Cachaça pelo presidente e fundador da Cúpula da Cachaça Milton Lima e deseja boa sorte a Maurício Maia e Manoel Agostinho Lima Novo no biênio que se inicia.

V Cúpula da Cachaça será realizada em janeiro e já tem temas definidos

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Cúpula da CachaçaNa sexta-feira, 27 de janeiro, às 10h, terá início a V Cúpula da Cachaça – Safra 2017, no Chalé Macaúva, em Analândia (SP). Os 13 cúpulos estarão em volta da mesa para discutir temas que foram pré-selecionados e o que mais surgir ao longo dos sempre intensos e frutíferos debates em torno do universo cachacístico.

“A riqueza dos debates da Cúpula vem, claro, da experiência de décadas dos integrantes do grupo. Mas, sobretudo, de uma coisa que a gente preza muito, que é a diversidade de formações e visões. Até nisso, a gente está afinado com o universo da cachaça”, diz o presidente da Cúpula, Milton Lima, se referindo à variedade de sabores do destilado nacional brasileiro.

Entre os oito temas de interesse geral já definidos que serão abordados em mesas específicas estarão: a) Imagem da Cachaça, como trabalhar? Consolidação de uma cultura; b) Novas regras para o envelhecimento da cachaça e c) Cachaça Industrial x Artesanal: disputa ou complementariedade?.

A programação completa será publicada no início do próximo ano. A V Cúpula da Cachaça terá, pela primeira vez, convidados em uma grande mesa que será realizada no sábado, 28, à tarde. A ideia é ampliar e envolver mais pessoas do mercado no debate sobre os temas pertinentes à cachaça. Os nomes dos convidados serão anunciados em meados do próximo mês.

A Cúpula também elege nesse encontro o seu presidente, que ficará no cargo até a Cúpula de 2019, tendo o desafio duplo de substituir o presidente pioneiro, Milton Lima, e de comandar o III Ranking Cúpula da Cachaça, o maior e mais abrangente do setor, a partir do segundo semestre de 2017.

Em tempo: a Cachaçaria Macaúva, sede da Cúpula, estará aberta, com sua carta premiada de ccachaças e com programação especial todas as noites da Cúpula. Os 13 profissionais de diversas áreas que integram o grupo estarão presentes, confraternizando e trocando ideias com todos aqueles que quiserem visitar a sede do evento.

Saiba mais sobre a Cúpula e quem são os cúpulos aqui.