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V Cúpula da Cachaça será realizada em janeiro e já tem temas definidos

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Cúpula da CachaçaNa sexta-feira, 27 de janeiro, às 10h, terá início a V Cúpula da Cachaça – Safra 2017, no Chalé Macaúva, em Analândia (SP). Os 13 cúpulos estarão em volta da mesa para discutir temas que foram pré-selecionados e o que mais surgir ao longo dos sempre intensos e frutíferos debates em torno do universo cachacístico.

“A riqueza dos debates da Cúpula vem, claro, da experiência de décadas dos integrantes do grupo. Mas, sobretudo, de uma coisa que a gente preza muito, que é a diversidade de formações e visões. Até nisso, a gente está afinado com o universo da cachaça”, diz o presidente da Cúpula, Milton Lima, se referindo à variedade de sabores do destilado nacional brasileiro.

Entre os oito temas de interesse geral já definidos que serão abordados em mesas específicas estarão: a) Imagem da Cachaça, como trabalhar? Consolidação de uma cultura; b) Novas regras para o envelhecimento da cachaça e c) Cachaça Industrial x Artesanal: disputa ou complementariedade?.

A programação completa será publicada no início do próximo ano. A V Cúpula da Cachaça terá, pela primeira vez, convidados em uma grande mesa que será realizada no sábado, 28, à tarde. A ideia é ampliar e envolver mais pessoas do mercado no debate sobre os temas pertinentes à cachaça. Os nomes dos convidados serão anunciados em meados do próximo mês.

A Cúpula também elege nesse encontro o seu presidente, que ficará no cargo até a Cúpula de 2019, tendo o desafio duplo de substituir o presidente pioneiro, Milton Lima, e de comandar o III Ranking Cúpula da Cachaça, o maior e mais abrangente do setor, a partir do segundo semestre de 2017.

Em tempo: a Cachaçaria Macaúva, sede da Cúpula, estará aberta, com sua carta premiada de ccachaças e com programação especial todas as noites da Cúpula. Os 13 profissionais de diversas áreas que integram o grupo estarão presentes, confraternizando e trocando ideias com todos aqueles que quiserem visitar a sede do evento.

Saiba mais sobre a Cúpula e quem são os cúpulos aqui.

 

Novas regras de envelhecimento da cachaça em consulta pública

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O projeto com as normas de controle para o envelhecimento da cachaça elaborado pelo Ministério da Agricultura entrou em fase de consulta pública em 23 de agosto. Até 23 de outubro poderão ser enviadas sugestões de mudanças.

Essas sugestões podem ser enviadas preenchendo o formulário disponível na página eletrônica do Ministério da Agricultura, que você pode encontrar aqui. As sugestões, tecnicamente fundamentadas, devem ser encaminhadas para o endereço eletrônico: envelhecimento.bebidas@agricultura.gov.br.

Abaixo, a íntegra do projeto.

PROJETO DE INSTRUÇÃO NORMATIVA N° XXXX, DE XX DE XXXXXXX DE 2016

O MINISTRO DE ESTADO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição, tendo em vista o disposto no Decreto nº 6.871, de 4 de junho de 2009; no Decreto nº 8.198, de 20 de fevereiro de 2014, que regulamenta a Lei n° 7.678, 08 de novembro de 1988; e o que consta do Processo nº 21000.021160/2016-38, resolve:

Art. 1° Aprovar os procedimentos de controle do envelhecimento de produtos aptos a serem submetidos a este processo tecnológico.

  • 1° Para fins desta Instrução Normativa considera-se produto a bebida alcoólica e os demais produtos alcoólicos abrangidos pela Lei nº 7.678, de 08 de novembro de 1988 ou pela Lei nº 8.918, de 04 de setembro de 1994.
  • 2° Somente é apto ao envelhecimento o produto cujo padrão de identidade e qualidade estabeleça este processo tecnológico.
  • 3° O controle do envelhecimento de que trata o caput deste artigo é aplicável para efeito de produção, de padronização, de envasilhamento, de acondicionamento, de estoque e de comercialização que se realize em território nacional, ressalvado o produto importado já envasilhado em recipiente destinado ao consumidor final.
  • 4° O controle de envelhecimento de que trata o caput deste artigo, a ser aplicado pela fiscalização federal agropecuária do Mapa, será viabilizado por meio do sistema informatizado a ser disponibilizado no sítio do MAPA na rede mundial de computadores, sem prejuízo dos demais procedimentos de inspeção e fiscalização.

Art. 2° Os procedimentos gerais de envelhecimento estabelecidos nesta Instrução Normativa devem ser observados e aplicados em sua integralidade por todo e qualquer estabelecimento que se habilite a envelhecer produto, salvo disposição legal específica estabelecida – no âmbito da Lei n° 8.918, de 1994 ou da Lei n° 7.678, de 1988 – em:

I – padrão de identidade e qualidade;

II – complementação de padrão de identidade e qualidade; ou

III – regulamentação sobre práticas ou processos tecnológicos.

  • 1° O estabelecimento previsto no caput, bem como seus respectivos produtos, devem estar registrados junto ao MAPA.
  • 2° Para fins dos registros de que trata o § 1° deste artigo, deve ser observado o disposto na Instrução Normativa MAPA n° 17 de 23 de junho de 2015.
  • 3° O estabelecimento previsto no caput deve tomar ciência e, quando for o caso, adotar as providências requisitadas por meio de intimação ou notificação encaminhada via sistema eletrônico, postal ou protocolizada junto à Superintendência Federal de Agricultura da Unidade da Federação na qual o estabelecimento está registrado.

Art. 3° É considerado produto envelhecido aquele 100% (cem por cento) envelhecido por período não inferior a um ano.

Art. 4º O descumprimento dos termos desta Instrução Normativa constitui infração sujeita aos dispositivos da Lei n° 8.918, de 1994, da Lei n° 7.678, de 1988, de seus decretos regulamentadores e das demais disposições legais aplicáveis.

Art. 5° A emissão e renovação de certificado de registro de produto envelhecido somente podem ser concedidas para os estabelecimentos que atendam ao disposto na presente Instrução Normativa.

Capítulo I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 6° Para fins de execução desta Instrução Normativa, considera-se:

I – características do lote: informações que caracterizam o lote, tais como, volume, graduação alcoólica, idade de envelhecimento, identificação, situação, local de guarda e tipo de madeira dos recipientes;

II – componentes do lote: conjunto dos ingredientes passíveis de utilização devidamente homogeneizados para a composição dos lotes definidos nos incisos V, VI, VII e VIII deste artigo, de acordo com os requisitos expressos nos padrões de identidade e qualidade, bem como em suas complementações;

III – envelhecimento: o processo no qual se desenvolvem, naturalmente, em recipientes de madeira e de capacidade volumétrica apropriadas, reações físico-químicas que conferem ao produto características sensoriais que não possuíam anteriormente;

IV – identificação do lote: sequência única de números, de letras ou da combinação destes responsáveis pela identificação do lote;

V – lote em envelhecimento: volume de produto com homogeneidade de componentes e características, cuja contagem do tempo de envelhecimento se encontra em evolução;

VI – lote envelhecido homogeneizado: aquele resultante do processo de envelhecimento e obtido da homogeneização do conteúdo dos recipientes de um mesmo lote ou da mistura do conteúdo dos recipientes de diferentes lotes, cuja contagem do tempo de envelhecimento se encontra interrompida e que não tenha sido padronizado para o envasilhamento;

VII – lote envelhecido homogeneizado e padronizado: o produto envelhecido homogeneizado que tenha sido padronizado por estabelecimento produtor ou padronizador para o envasilhamento e cuja contagem do tempo de envelhecimento se encontra interrompida;

VIII – lote envelhecido envasilhado: o produto envelhecido homogeneizado e padronizado envasilhado em recipiente destinado ao consumidor final;

IX – mapa de localização: o dossiê representativo contendo croqui da disposição espacial das instalações e recipientes indicando o local destinado à estocagem do lote;

X – produto envelhecido em barril exclusivo (single barrel): aquele resultante do processo de envelhecimento, por um período mínimo de cinco anos, de um lote constituído de um único barril, podendo ser adicionado unicamente de água, quando a legislação permitir, para padronização da graduação alcoólica do produto final;

XI – tempo de envelhecimento ou idade de envelhecimento: o período não inferior a um ano no qual o produto é submetido ao processo de envelhecimento sob controle da fiscalização federal agropecuária do Mapa.

Parágrafo único. Ao produto definido no inciso X é vedado o uso de corantes de qualquer tipo, extratos, lascas de madeiras ou outras substâncias para correção ou modificação da coloração original do produto envelhecido ou em envelhecimento.

Capítulo II DOS PRÉ-REQUISITOS E DA OPERACIONALIZAÇÃO DO ENVELHECIMENTO

Seção I Dos Pré-Requisitos para os Estabelecimentos

Art. 7° O envelhecimento do produto de que trata esta Instrução Normativa somente pode ser realizado por estabelecimento que esteja registrado no MAPA para desenvolver pelo menos uma das seguintes atividades: produtor, padronizador ou atacadista.

Art. 8° Para o envelhecimento do produto são necessários:

I – recipiente de madeira adequado à finalidade de envelhecimento com capacidade volumétrica individual máxima de setecentos litros, construído com madeira oriunda exclusivamente de uma ou mais espécies de plantas listadas no anexo II desta Instrução Normativa; e

II – tanque para homogeneização, identificado e graduado volumetricamente, em material que não confira alteração sensorial ou físico-química ao produto envelhecido homogeneizado;

Parágrafo Único. A graduação volumétrica dos tanques para homogeneização pode ser substituída por outros meios de volumetria desde que prontamente disponíveis e aferíveis pela fiscalização federal agropecuária do MAPA.

Seção II Dos Pré-Requisitos do Produto Destinado ao Envelhecimento

Art. 9° O produto destinado ao envelhecimento deve atender obrigatoriamente ao respectivo padrão de identidade e qualidade.

  • 1° É permitido o corte do produto previsto no caput com bebida ou produto de igual natureza na proporção necessária para conduzir os parâmetros analíticos até os limites admitidos pela legislação específica.
  • 2° O estabelecimento deve realizar análise físico-química prévia do produto a ser envelhecido, em concordância com as exigências oficiais, e manter os resultados no local do envelhecimento à pronta disposição da fiscalização federal agropecuária do MAPA.
  • 3° Sem prejuízo das demais sanções administrativas, o descumprimento do disposto no caput deste artigo constitui infração, conforme previsto no Decreto n° 6.871, de 2009; e no Decreto n° 8.198, de 2014.

Seção III Da Operacionalização

Art. 10. A contagem do tempo de envelhecimento do lote inicia-se na data da declaração da composição de novo lote no sistema informatizado, que só pode ser feita depois que a totalidade dos recipientes de madeira se encontrarem completamente abastecidos com o produto a ser envelhecido e devidamente estocados em local previsto no mapa de localização.

Art. 11. Durante o processo de envelhecimento somente é permitida a trasfega do produto nas seguintes situações:

I – perda de conteúdo por dano ao recipiente de madeira, situação na qual o produto remanescente será transferido para outro recipiente de especificação similar ou para a recomposição do volume dos demais recipientes do mesmo lote;

II – perda de conteúdo inerente ao processo, situação na qual o produto remanescente no recipiente de madeira será transferido para a recomposição do volume dos demais recipientes do mesmo lote;

III – venda ou transferência do lote;

IV – composição de novo lote;

V – inventário, auditoria ou fiscalização; e

VI – outras situações, desde que justificadas tecnicamente.

Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica ao produto envelhecido em barril exclusivo (single barrel), ressalvada a situação prevista no inciso III deste artigo.

Art. 12. Findo o prazo desejado para o envelhecimento, os recipientes de madeira abertos terão os seus conteúdos inteiramente transferidos para o tanque de homogeneização, cujo volume, uma vez homogeneizado ou homogeneizado e padronizado, constituirá um novo lote.

  • 1° Uma vez feita a transferência para o tanque de homogeneização a contagem de tempo de envelhecimento dos recipientes abertos do lote é interrompida.
  • 2° O estabelecimento deve realizar análise físico-química do lote do produto envelhecido, homogeneizado e padronizado, em concordância com as exigências oficiais, e manter os resultados no estabelecimento onde se desenvolve a atividade de envelhecimento à pronta disposição da fiscalização federal agropecuária do MAPA.

Seção IV Do Gerenciamento dos Registros

Art. 13. Os documentos e registros das informações relativos aos procedimentos e requisitos previstos nesta Instrução Normativa devem estar disponíveis no estabelecimento onde se desenvolve a atividade de envelhecimento para fins de controle pela fiscalização federal agropecuária do MAPA.

Art. 14. Todas as informações e operações pertinentes ao disposto nesta Instrução Normativa devem ser declaradas conforme sistema informatizado disponível no sítio eletrônico do MAPA na rede mundial de computadores.

  • 1° As declarações são dos seguintes tipos:

I – composição de novo lote: declaração do cadastro de um novo lote criado a partir de lotes envelhecidos ou não, elaborados no estabelecimento ou comprados de terceiros, devendo ser informados os componentes do novo lote e suas características;

II – atualização de lote: declaração da modificação em uma das características de um lote previamente cadastrado, devendo ser informado o motivo, a data e a característica modificada;

III – venda ou transferência de lote para estabelecimentos: declaração da venda ou da transferência total ou parcial de um ou mais lotes previamente cadastrados no sistema informatizado, devendo ser informados os dados do documento fiscal de comercialização do estabelecimento comprador e do produto vendido;

IV – destinação de lote envelhecido envasilhado para o consumidor final: declaração da destinação total ou parcial de um ou mais lotes envelhecidos envasilhados previamente cadastrados no sistema informatizado para consumidor final; e

V – cancelamento de lote: declaração sobre o cancelamento do cadastro de um lote, devendo ser informado o motivo do cancelamento.

  • 2° A destinação total ou parcial de lote de produto envelhecido para composição de produto não envelhecido deve ser informada por meio da declaração prevista no inciso II do parágrafo a n t e r i o r.
  • 3° As declarações de que trata o caput deste artigo devem ser feitas no prazo de:

I – um dia para estabelecimento com capacidade de produção anual máxima superior a vinte mil litros; e

II – sete dias para estabelecimento com capacidade de produção anual máxima inferior ou igual a vinte mil litros.

  • 4° A declaração das informações relativas às análises laboratoriais dos lotes, previstas no § 2° do art. 9° e no § 2° do art. 12, ambos desta Instrução Normativa, é obrigatória, devendo ser inserida no sistema informatizado no prazo máximo de sessenta dias após a declaração inicial do lote para envelhecimento ou após a homogeneização e padronização do lote envelhecido, conforme o caso.
  • 5° Sem prejuízo das demais sanções administrativas, o descumprimento do prazo determinado no parágrafo anterior deste artigo constitui infração, conforme previsto no Decreto n° 6.871, de 2009; e no Decreto n° 8.198, de 2014.
  • 6° Sem prejuízo das demais sanções administrativas, o descumprimento dos prazos previstos nos incisos I e II do § 3° deste artigo constitui infração, conforme previsto no Decreto n° 6.871, de 2009; e no Decreto n° 8.198, de 2014.

Art. 15. A identificação do lote do produto envelhecido ou em envelhecimento deve ser única e exclusiva e composta por, no máximo, trinta e cinco caracteres, incluídos os espaços.

Capítulo III DA ROTULAGEM, DO CONTROLE E DA MOVIMENTAÇÃO

Art. 16. A contagem do tempo de envelhecimento do lote é feita em anos, devendo ser expressa em números inteiros, desconsideradas as suas frações e arredondados os numerais para o número inteiro imediatamente inferior.

Parágrafo único. O tempo de envelhecimento do lote composto a partir da homogeneização e padronização de diferentes lotes deve ser igual ao menor tempo de envelhecimento dos lotes utilizados.

Art. 17. No rótulo do produto envelhecido envasilhado pode constar o tempo de envelhecimento, de acordo com o estabelecido no art. 16, sem prejuízo dos demais dispositivos legais.

Art. 18. A comercialização ou transferência do produto a granel, envelhecido, homogeneizado e padronizado, somente é permitida ao estabelecimento que realizou a padronização do produto envelhecido.

Parágrafo único. O produto previsto no caput deste artigo é destinado exclusivamente para o envasilhamento, sendo vedada nova padronização.

Art. 19. Para fins de exportação que exija certificação relativa ao tempo de envelhecimento pelo Mapa, o formulário previsto no Anexo I deve ser preenchido pelo interessado e submetido ao Mapa para apreciação e possível anuência juntamente com a solicitação de emissão dos documentos previstos no art. 41 da Instrução Normativa MAPA n° 54, de 18 de novembro de 2009 e no art. 42 da Instrução Normativa MAPA n° 55, de 18 de novembro de 2009.

Capítulo IV DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS

Art. 20. A aplicação dos dispositivos desta Instrução Normativa fica condicionada à disponibilização do sistema informatizado a ser devidamente comunicada por meio de publicação no Diário Oficial da União.

Art. 21. As Coordenações-Gerais de Vinhos e Bebidas (CGVB) e de Tecnologia da Informação (CGTI) do Mapa têm o prazo de doze meses, a contar da data de publicação desta Instrução Normativa, para desenvolver, implementar e disponibilizar o sistema informatizado de que trata artigo anterior.

  • 1° Após cumprimento do disposto no caput deste artigo, fica estabelecido:

I – o prazo de 90 (noventa) dias para que os estabelecimentos que já possuem registros vigentes de produtos envelhecidos cadastrem as informações no sistema informatizado;

II – o prazo de 90 (noventa) dias para que os estabelecimentos que já possuem produtos envelhecidos sem previsão de registro (álcool etílico potável, destilado alcoólico simples e raw grain whisky) cadastrem as informações no sistema informatizado.

III – o prazo de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias para que os estabelecimentos abrangidos por esta Instrução Normativa e que já desenvolvam processos afins ao envelhecimento se adequem ao seu devido cumprimento;

IV – o prazo de 60 (sessenta) dias para que os estabelecimentos previstos no inciso III deste artigo cadastrem no sistema informatizado o Manual de Boas Práticas de Fabricação.

  • 2° Os estabelecimentos previstos nos incisos I e II do § 1° deste artigo ficam dispensados de apresentar as informações relativas às análises laboratoriais dos lotes.

Art. 22. Ficam revogadas as portarias MA n° 237 e 238, de 30 de abril de 1975. Art. 23. Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação. BLAIRO BORGES MAGGI

 

ANEXO II Espécies autorizadas, para fins desta Instrução Normativa, na constituição de recipientes de madeira, com os nomes botânicos e os nomes populares.

Amburana cearenses   – Amburana, amburana, amburana-de-cheiro, cerejeira-rajada, cumaré, cumaru-de-cheiro, emburana, imburana, imburanda-de-cheiro, louroingá, umburana

Pterogyne nitens – Amendoim, Carne de vaca

Myroxylon peruiferum – Bálsamo

Mycrocarpus frondosus – Cabreúva

Quercus alba – Carvalho branco americano

Quercus petraea – Carvalho francês

Quercus robur – Carvalho europeu

Cordia goeldiana – Freijó

Cordia trichotoma – Louro pardo, louro amarelo

Machaerium stipetalum – Marmeleira do Mato

Platycyamus regnelli – Folha de bolo, Pereira

Plathymenia foliosa – Vinhático amarelo

Apuleia leiocarpa – Garapa

Tabebuia avellanedae – Ipê Roxo

Platonia insignis – Bacuri

Tabebuia vellosoi – Ipê amarelo, Ipê tabaco

Guazuma ulmifolia – Mutamba, Araticum bravo

Tabebuia alba – Ipê da serra, Ipê amarelo da serra

 Voucapoua americana – Acapu

Dicorynia paraenses – Angélica

Andira stipulacea – Angelim Coco

Centrolobium tomentosa – Araribá

Erythroxilum pulchrum – Arco de pipa

Erythroxilum fraugulaefolium – Arco de pipa miúdo

Astronium fraxinifolium brasiliense – Gonçalo-alves

Tecoma ocracea – Ipê amarelo

Rhizophora mangle – Mangue-vermelho

Silvia navalium – Tapinhoam

Euplassa cantreirae – Carvalho brasileiro

Astronium lecointei – Muiracatiara

Caryoci villosum – Piquiá

Callophyllum brasiliense – Guanandi

Grevillea robusta – Grevilea

Cúpulo Cesar Adames comanda papo sobre cachaça na Flip, em Paraty

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O cúpulo Cesar Adames

O cúpulo Cesar Adames

O cúpulo Cesar Adames está de malas prontas para descer a Serra do Mar e chegar à terra da cachaça. No dia 1° de julho, sexta-feira, a Santo Grau -marca de cachaça artesanal premium- será a produtora convidada do especialista em bebidas e professor para o Papo e prosa sobre Cachaças de Paraty, às 16h, no âmbito da FLIP –Festa Literária Internacional de Paraty. Quem vai representar a marca é Eduardo Mello, produtor da Santo Grau Paraty.

A Santo Grau Paraty é produzida pelos mestres da família Mello, da excelente cachaça Coqueiro, com dois séculos de tradição na produção do destilado brasileiro. Atualmente, o comando do alambique está nas mãos de Eduardo Mello.

A Santo Grau tem ainda em seu portfólio as cachaças Santo Grau Coronel Xavier Chaves, Santo Grau Itirapuã, Santo Grau Pirajá, Santo Grau Séc XVIII, Santo Grau Solera Cinco Botas e Santo Grau Solera Pedro Ximenes.

Papo e Prosa sobre cachaças de Paraty com Cesar Adames
Dia: 01.07
Horário: 16h
Convidado especial: Eduardo Mello, mestre alambiqueiro das cachaças Santo Grau Paraty e Coqueiro
Local: Casa Literária e Gastronômica Senac/CBL
Onde: Rua da Praia, 31 e 33, Centro Histórico, Paraty – RJ
Quando: de 29 de junho a 3 de julho
Mais informações: www.sp.senac.br/sites/flip

 

 

II Ranking comprovou que cada vez mais estados produzem cachaças de alto nível

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DIRLEY FERNANDES

Cerca de um ano atrás, recebi um e-mail de um empresário que queria me apresentar a cachaça que ele estava produzindo em Coxim (MS), na entrada do Pantanal. Segundo ele, a Preferida era a pioneira por ali. Em junho, enquanto conversava na Expocachaça, em Belo Horizonte (MG), com o Thales Paiva, da cachaça Famosinha, fui apresentado a um empreendedor que estava iniciando uma produção de cachaça no Maranhão. E, no mês passado, recebi uma mensagem sobre o avanço na organização dos produtores de cachaça goianos, estado que já deu á luz a excelente Cachaça Do Ministro.

Por que conto isso? Porque esse post é para chamar a atenção para a ampliação das áreas de produção de cachaça – e me refiro a cachaça de alta qualidade – no país. Não é uma questão de expansão agrícola. Essas áreas – por exemplo, municípios no entorno de Florianópolis – produzem cachaça há muito tempo. Mas subsiste no mercado consumidor uma percepção de superioridade da cachaça mineira, que aos poucos está se desfazendo. Esse fenômeno ocorre em demérito nenhum para a excelência da produção das Alterosas, no entanto, outras regiões estão ganhando mais prestígio e conquistando espaço, o que é extremamente positivo.

O resultado do recentemente publicado II Ranking Cúpula da Cachaça mostrou bem esse fenômeno. Leia mais aqui no blog Devotos da Cachaça

Cúpula da Cachaça apresenta seu 13º integrante (que dispensa apresentações): Mestre Derivan

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A camisa GG caiu bem no Mestre (entre os cúpulos Erwin Weimann e Maurício Maia)

A camisa GG caiu bem no Mestre (entre os cúpulos Erwin Weimann e Maurício Maia)

Dirley Fernandes

Estava escrito nas estrelas: Mestre Derivan, mais cedo ou mais tarde, se tornaria cúpulo. Ele foi convidado, ainda em 2012, a participar do nosso então planejado primeiro encontro de especialistas em Analândia, o qual aconteceria em janeiro de 2013 e que carinhosamente chamamos de “Cúpula da Cachaça”, nome que acabaria batizando o grupo ali formado, inicialmente com oito nomes. Por uma série de estranhos desencontros, o mestre pioneiro da coquetelaria brasileira não pôde comparecer. Mas a colher bailarina do destino tem suas alquimias e, quase quatro anos depois, chegou a hora de Derivan juntar suas forças à Cúpula para dar ao nosso mix aquele toque final que os magos da coquetelaria usam para finalizar bem os melhores drinques.

Mestre Derivan foi eleito durante a IV Cúpula da Cachaça, em janeiro passado, quando examinamos cerca de dez nomes que gostaríamos de ter no grupo. Decidido aquele que convidaríamos, confeccionamos o convite e delegamos ao nobre Maurício Maia, que estaria com Derivan alguns dias depois, a missão de oferecer a camiseta da Cúpula ao mestre.

Dizia o convite:

Prezado Mestre Derivan,

A Cúpula da Cachaça acaba de realizar o seu encontro de número IV, em Analândia (SP). Na ocasião, além de termos realizado a degustação às cegas do II Ranking Cúpula da Cachaça, deliberamos sobre os próximos passos do nosso grupo em sua missão de promover iniciativas em prol da divulgação e valorização do destilado nacional brasileiro. Os planos e desafios são muitos.

Entre os assuntos abordados, discutimos a possibilidade de trazermos novos componentes para a Cúpula, já que nossa ideia é sempre, ainda que de forma gradual e cuidadosa, agregar novos nomes, que somem o seu prestígio ao dos profissionais hoje reunidos em torno do nosso projeto. Entre os nomes que brotaram naturalmente desse debate estava o seu, Derivan Ferreira de Souza, profissional cujo respeito dos colegas é de tal ordem que levou o título Mestre a ser incorporado ao próprio nome. O debate levou a uma conclusão sem margem de dúvida. Os membros da Cúpula da Cachaça deliberaram que seria, para todos nós, um grande privilégio tê-lo em nosso convívio, para trabalharmos em conjunto pelo destilado brasileiro. E que sua experiência e conhecimento teriam muito a acrescentar à nossa tarefa de valorizar e defender a Cachaça.

Assim sendo, Mestre Derivan, temos a honra e o prazer de convidá-lo a vestir a nossa camisa, que é a camisa do legítimo destilado brasileiro, e se tornar, a partir da data de hoje, membro efetivo da Cúpula da Cachaça.

Um brinde!
Cúpula da Cachaça

Como o evento em que Maurício e Derivan iriam se encontrar acabou cancelado, a ocasião propícia – a ideia era surpreender o homem – passou a ser a reunião da Confraria Paulista da Cachaça. O próprio Maurício Maia descreve como foi a noite: “Estavam rolando palestras de membros da confraria e a apresentação das cachaças disponíveis para degustação. Nessa hora, falei ao Derivan que tinha um ‘pacotinho’ (fiz um pacote com a camiseta da Cúpula e a carta-convite com papel pardo e amarrado com barbante, parecendo um embrulho de mercearia do século passado) para entregar a ele quando acabassem as apresentações, para não atrapalhar. Ele falou só: ‘Tudo bem’. Quando acabaram as apresentações, grudei no Derivan e fiquei torcendo para algum cúpulo chegar logo porque, quando começasse a degustação, sabia que o povo ia se dispersar. Para meu alívio, logo avistei o cúpulo Erwin Weimann, que chegou junto com o Felipe Januzzi e o João Almeida. Aproveitei a deixa, chamei os três para perto e entreguei o embrulho para o Derivan, falando que era um convite que gostaria de fazer a ele e por isso que ele deveria ler a carta antes de abrir o pacote. Ele leu entre interjeições, suspiros e uma gargalhada final. Disse que para ele era uma honra vestir nossa camisa! Estava nitidamente emocionado. Prontamente, colocou a camiseta e não tirou mais. Foi bacana. Foi emocionante ser o portador desse convite”.

Mais tarde, o próprio Mestre escreveria em sua página no Facebook: “No oitavo encontro aberto da Confraria Paulista da Cachaça, tive uma surpresa, das mais marcantes da minha vida, proporcionada por dois amigos queridos de longa data – o Erwin e o Mauricio Maia – ,que me entregaram um magnífico convite para participar de um grupo de pessoas notáveis,brilhantes,sérias e acima de tudo empenhadas em divulgar o nosso mais precioso néctar, a CACHAÇA. Confesso que ainda estou muito emocionado ,e neste momento compartilho com vocês.Meu muito obrigado a toda a CÚPULA DA CACHAÇA pelo convite, aceito de pronto”.

E assim, desde 23 de fevereiro último, Derivan Ferreira de Souza, um dos maiores responsáveis pela inclusão da legítima caipirinha brasileira na carta de drinques da IBA (International Bartenders Association), entre outros inumeráveis serviços prestados à Cachaça, tornou-se o 13º cúpulo.

Um brinde a ele! E boa sorte, e paciência, porque vida de cúpulo é que nem rapadura – é doce, mas não é mole não.

II Ranking Cúpula da Cachaça – resultado oficial

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Imagem: Maurício Motta

Imagem: Maurício Motta

Depois de cinco meses e muito trabalho, a terceira e definitiva fase do Ranking Cúpula da Cachaça aconteceu no sábado e domingo (23 e 24) passados: a cachaça paranaense Porto Morretes Premium foi escolhida a Cachaça do Ano. O encontro se deu na Cachaçaria Macaúva, em Analândia-SP, que estará aberta ao público a partir de 19h.

Os especialistas que formam a Cúpula da Cachaça encararam em dois dias 50 rótulos de cachaça, divididos em oito baterias, e deram a cada cachaça notas de 1 a 10 numa série de quesitos. A soma dessas notas, depois de passar por tratamento estatístico, definiu a posição das cachaças no ranking, que tem validade de dois anos.

Esta foi a segunda edição do maior e mais abrangente concurso de cachaças do país. Como na primeira edição, em 2014, o certame teve três fases. A primeira, iniciada em 20 de agosto, foi a do Voto Popular, na qual todos os devotos do destilado nacional brasileiro puderam apontar livremente até três cachaças de sua preferência. As mais votadas formaram o grupo das Cachaças Mais Queridas do Brasil, composto de 250 rótulos das mais variadas procedências. Essa fase contou com mais de 22 mil votantes, quadruplicando os votos da primeira edição.

A lista de 250 cachaças foi submetida a um painel com 38 dos maiores especialistas em cachaça do país, incluindo os 12 cúpulos, que indicaram as suas favoritas. As 50 mais citadas formaram o grupo da Seleção dos Especialistas.

Depois, foi a vez dos “cúpulos”. As baterias começaram a ser servidas às 10h de sábado e a última foi degustada às 16h de domingo. As cachaças da degustação foram fornecidas pela Solution Comercial e faziam parte de lotes comuns, normalmente entregues aos pontos de venda. Onze cúpulos participaram da degustação de sábado, já que Peter Armstrong, cúpulo honorário, foi dispensado por razões de ordem médica. No domingo, por problemas de saúde na família, o cúpulo Sidnei Maschio precisou se ausentar.

Os votos foram processados e mantidos em sigilo até a quarta-feira, quando o caderno Paladar, do Estado de S. Paulo, e o site da Cúpula da Cachaça publicaram o resultado.
Os critérios analisados pelos cúpulos – especialistas de várias formações, todos com muitos anos de dedicação ao nosso destilado – compreenderam três grupos: o visual, o olfativo e o gustativo.
A degustação impressionou os cúpulos pelo alto nível, tornando especialmente difícil a avaliação. O desafio era a busca por diferenciais de qualidade ainda mais profundos e defeitos mínimos que poderiam comprometer uma nota máxima.

Por outro lado, chamou a atenção de todos os cúpulos a amostra da cachaça que, depois, se revelou ser a Germana, produto geralmente com alta qualidade e as melhores características sensoriais . Com defeitos óbvios, ela certamente faz parte de um lote que não deveria estar sendo comercializado, o que será comunicado ao produtor.

Ranking por categorias
Brancas (inox e madeiras neutras)
1 RESERVA DO NOSCO PRATA
2 SANTO GRAU PARATY
3 SANTO GRAU CORONEL XAVIER CHAVES
4 MATO DENTRO AMENDOIM
5 COQUEIRO PRATA (Amendoim)
6 SANHAÇU FREIJÓ
7 HARMONIE SCHNAPS PRATA
8 SERRA LIMPA

Envelhecidas

1 PORTO MORRETES PREMIUM
2 RESERVA DO GERENTE CARVALHO
3 COMPANHEIRA EXTRA PREMIUM
4 SANHAÇU AMBURANA
5 RESERVA 51
6 LEBLON SIGNATURE MERLET
7 PORTO MORRETES 12 ANOS EXP.
8 WEBER HAUS LOTE 48
9 DA TULHA CARVALHO
10 ANISIO SANTIAGO / HAVANA
11 HARMONIE SCHNAPS EXTRA PREMIUM
12 VALE VERDE 12 ANOS
13 CEDRO DO LÍBANO
14 GERMANA HERITAGE
15 MAGNIFICA RESERVA SOLEIRA
16 DONA BEIJA EXTRA PREMIUM
17 MAZZAROPI CARVALHO FRANCÊS
18 BENTO ALBINO EXTRA PREMIUM
19 HAVANINHA
20 CANARINHA
21 CASA BUCO OURO
22 RESERVA DO NOSCO OURO
23 ÁUREA CUSTÓDIO 3 ANOS
24 CANABELLA OURO
25 WEBER HAUS AMBURANA
26 WEBER HAUS CARVALHO / CABRIUVA
27 WERNECK OURO
28 MAGNIFICA CARVALHO
29 MARIA ISABEL CARVALHO
30 SANTO GRAU PX
31 DA QUINTA AMBURANA
32 INDAIAZINHA
33 ENGENHO PEQUENO
34 ESPIRITO DE MINAS
35 VALE VERDE 3 ANOS
36 SEBASTIANA CASTANHEIRA
37 CLAUDIONOR
38 WERNECK SAFIRA RÉGIA
39 SAPUCAIA RESERVA FAMILIA
40 CARAÇUIPE OURO
41 AUTHORAL
42 GERMANA

Resultado Geral
1. Porto Morretes Premium
Onde: Morretes (PR)
Madeira: 3 anos no carvalho

2. Reserva do Gerente Carvalho
Onde: Vila Velha (ES)
Madeira: 5 anos no carvalho

3. Companheira Extra Premium
Onde: Jandaia do Sul (PR)
Madeira: 8 anos no carvalho

4. Sanhaçu Umburana
Onde: Chã Grande (PE)
Madeira: 2 anos na amburana

5. Reserva 51
Onde: Pirassununga (SP)
Madeira: 3 anos no carvalho

6. Leblon Signature Merlet
Onde: Patos (MG)
Madeira: 2 anos no carvalho francês

7. Porto Morretes Tradição
Onde: Morretes (PR)
Madeira: 6 anos no carvalho
Preço: R$ 392 (700 ml)

8. Weber Haus Extra Premium Lote 48 (6 anos)
Onde: Ivoti (RS)
Madeira: 5 anos no carvalho francês + 1 ano no bálsamo

9. Da Tulha Carvalho
Onde: Mococa (SP)
Madeira: 3 anos no carvalho

10. Anísio Santiago/ Havana
Onde: Salinas (MG)
Madeira: 8 anos no bálsamo

11. Harmonie Schnaps Extra Premium
Onde: Harmonia (RS)
Madeira: 10 anos no carvalho

12. Vale Verde 12 anos
Onde: Betim (MG)
Madeira: 12 anos no carvalho

13. Cedro do Líbano
Onde: São Gonçalo do Amarante (CE)
Madeira: 1 ano no carvalho americano

14. Germana Heritage
Onde: Nova União (MG)
Madeira: 8 anos no carvalho + 2 anos no bálsamo

15. Magnífica Reserva Soleira
Onde: Miguel Pereira (RJ)
Madeira: 3 anos no carvalho

16. Dona Beja Extra Premium
Onde: Araxá (MG)
Madeira: 12 anos nos carvalhos francês e português

17. Mazzaropi Carvalho Francês
Onde: São Luiz do Paraitinga (SP)
Madeira: 1 ano e meio no carvalho francês

18. Bento Albino Extra Premium
Onde: Maquiné (RS)
Madeira: 6 anos no carvalho

19. Havaninha
Onde: Salinas (MG)
Madeira: 6 anos no bálsamo

20. Canarinha
Onde: Salinas (MG)
Madeira: 4 anos no bálsamo

21. Casa Bucco Ouro
Onde: Bento Gonçalves (RS)
Madeira: 6 anos no carvalho e no bálsamo

22. Reserva do Nosco Ouro
Onde: Resende (RJ)
Madeira: 4 anos no carvalho francês

23. Áurea Custódio 3 anos
Onde: Ribeirão das Neves (MG)
Madeira: 3 anos no carvalho

24. Canabella Ouro
Onde: Paraibuna (SP)
Madeira: 2 anos no jequitibá + 1 ano na castanheira + 6 meses na amburana

25. Weber Haus Amburana
Onde: Ivoti (RS)
Madeira: 1 ano na amburana

26. Weber Haus Premium Carvalho Cabriúva
Onde: Ivoti (RS)
Madeira: 1 ano no carvalho + 1 ano no bálsamo

27. Werneck Ouro
Onde: Rio das Flores (RJ)
Madeira: 2 anos no carvalho

28. Magnífica Carvalho
Onde: Miguel Pereira (RJ)
Madeira: 2 anos no carvalho

29. Maria Izabel Carvalho
Onde: Paraty (RJ)
Madeira: 1 ano no carvalho

30. Santo Grau PX
Onde: Itirapuã (SP)
Madeira: carvalho americano (soleira)

31. Da Quinta Amburana
Onde: Carmo (MG)
Madeira: 1 ano na amburana
Preço: R$ 65 (500 ml)

32. Indaiazinha
Onde: Salinas (MG)
Madeira: 8 anos no bálsamo
Preço: R$ 232 (600 ml)

33. Engenho Pequeno
Onde: Pirassununga (SP)
Madeira: 2 anos no jequitibá
Preço: R$ 80 (750 ml)

34. Espírito de Minas
Onde: São Tiago (MG)
Madeira: 2 anos no carvalho e no jequitibá

35. Vale Verde Extra Premium
Onde: Betim (MG)
Madeira: 3 anos no carvalho

36. Sebastiana Castanheira
Onde: Américo Brasiliense (SP)
Madeira: 1 ano na castanheira

37. Claudionor
Onde: Januária (MG)
Madeira: 1 ano na amburana

38. Reserva do Nosco Prata
Onde: Resende (RJ)
Armazenada em inox

39. Werneck Safira Régia
Onde: Rio das Flores (RJ)
Madeira: 3 anos no carvalho

40. Sapucaia Reserva da Família
Onde: Pindamonhangaba (SP)
Madeira: 10 anos no carvalho

41. Santo Grau Paraty
Onde: Paraty (RJ)
Não passa por madeira

42. Santo Grau Cel Xavier Chaves
Onde: Cel. Xavier Chaves (MG)
6 meses em tanque de pedra

43. Mato Dentro Prata
Onde: São Luiz do Paraitinga (SP)
Madeira: 1 ano no amendoim

44. Coqueiro Prata
Onde: Paraty (RJ)
Madeira: 2 anos no amendoim

45. Sanhaçu Freijó
Onde: Chã Grande (PE)
Madeira: 2 anos no freijó

46. Caraçuípe Ouro
Onde: Campo Alegre (AL)
Madeira: 1 ano e meio no carvalho

47. Harmonie Schnaps Prata
Onde: Harmonia (RS)
Armazenada 6 meses em inox
48. Authoral
Onde: Brasília (DF)
Madeira: carvalhos francês e americano, bálsamo e cerejeira (soleira)

49. Serra Limpa (freijó)
Onde: Duas Estradas (PB)
Armazenada 6 meses em freijó
50. Germana (2 anos)
Onde: Nova União (MG)
Madeira: 2 anos no carvalho francês

Sobre o tratamento estatístico:
O tratamento estatístico é feito da seguinte forma:
a. Faz-se a média aritmética das notas finais;
b. Faz-se a diferença entre a média e a nota de cada cachaça elevando a diferença ao quadrado
c. Faz-se a soma do quadrado das diferenças e divide por n-1 (no caso 10 avaliadores) – teremos a Variância
d. Faz-se a raiz quadrada da variância – teremos o desvio padrão
e. Multiplica o desvio padrão por dois para ter um significância de 95%
f. Faz-se uma faixa de notas onde o limite superior é a média acrescida de 2 vezes o desvio padrão e o limite inferior e a média subtraída de 2 vezes o desvio padrão.
g. Exclui as notas que estiverem fora da faixa acima.
h. Faz-se uma nova média aritmética com as notas que ficaram dentro da faixa (tendência central)
j. Lista a nota final da cachaça.

Descritores utilizados:
Visual (16 pontos):
Limpidez
Cor
Viscosidade

Olfativo (20 pontos):
Alcoólico
Natureza
Acabamento

Gustativo (32 pontos):
Corpo
Acidez
Álcool

Final (32 pontos):
Qualidade
Retrogosto
Harmonia
Personalidade

Vai começar a fase final do II Ranking Cúpula da Cachaça – como será a degustação

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cúpulosE chegou o grande momento! Depois de cinco meses e muito trabalho, é hora da terceira e definitiva fase: a Degustação às Cegas, que vai definir o II Ranking Cúpula da Cachaça e escolher a Cachaça do Ano. O encontro da Cúpula será realizado nos dias 23 e 24 de janeiro, na Cachaçaria Macaúva, em Analândia-SP, que estará aberta ao público a partir de 19h.
Os especialistas que formam a Cúpula da Cachaça vão encarar em dois dias 50 rótulos de cachaça, divididos em dez baterias, e dar a cada um deles notas de 1 a 10 numa série de quesitos. A soma dessas notas, depois de passar por tratamento estatístico, definirá a posição das cachaças no ranking, que tem validade de dois anos.
Nesta sexta-feira, será feita, sem a participação dos cúpulos, a transferência das cachaças para as garrafas numeradas. Essa tarefa ficará ao encargo de Illan Oliveira, da Solution Distribuidora e do estatístico André Gomes Carneiro.
A primeira bateria terá início pouco depois de 10h de sábado, horário marcado para a abertura da IV Cúpula da Cachaça. Serão três baterias de cinco cachaças cada na manhã de sábado. Após o intervalo para o almoço, serão mais duas baterias, seguidas por uma roda de debates sobre as iniciativas da Cúpula para 2016.
No domingo, serão duas baterias pela manhã, com a mesma mecânica das baterias de sábado, e uma roda de debates. Após o almoço, mais três baterias.
Durante as degustações, a água será a grande aliada para limpar o paladar dos cúpulos e ajudar a digerir as amostras das melhores cachaças do mundo.
As folhas com as notas serão encaminhadas então para o estatístico André Gomes Carneiro que fará a soma e a ponderação dos resultados, que serão confiados apenas ao caderno Paladar, do jornal Estado de S. Paulo. Os cúpulos só conhecerão o resultado, junto com o público em geral, na quinta-feira, 28 de janeiro.
A segunda-feira (feriado em São Paulo) será reservada para debates e o encerramento dos trabalhos da IV Cúpula da Cachaça.
Esta é a segunda edição do maior e mais abrangente concurso de cachaças do país. Como na primeira edição, em 2014, o certame teve três fases. A primeira, iniciada em 20 de agosto, foi a do Voto Popular, na qual todos os devotos do destilado nacional brasileiro puderam apontar livremente até três cachaças de sua preferência. As mais votadas formaram o grupo das Cachaças Mais Queridas do Brasil, composto de 250 rótulos das mais variadas procedências. Essa fase contou com mais de 22 mil votantes, quadruplicando os votos da primeira edição.
A lista de 250 cachaças foi submetida a um painel com 38 dos maiores especialistas em cachaça do país, incluindo os 12 cúpulos, que indicaram as suas favoritas. As 50 mais citadas formaram o grupo da Seleção dos Especialistas.
Os critérios a serem analisados pelos cúpulos – especialistas de várias formações, todos com muitos anos de dedicação ao nosso destilado – compreendem três grupos: o visual, o olfativo e o gustativo. O terceiro tem mais peso e compreende o descritor Personalidade, talvez o mais importante na avaliação de uma cachaça top de linha.
A Cachaça do Ano irá substituir (ou não) a Vale Verde 12 Anos, que ocupa atualmente o primeiro posto no Ranking Cúpula da Cachaça e também é uma das finalistas dessa segunda edição. Estas são as 50 cachaças da Seleção dos Especialistas que chegaram à final.
Em tempo: à noite, a Cachaçaria Macaúva estará com uma programação especial e os cúpulos estarão recebendo os visitantes para trocar ideias sobre o destilado que é a nossa paixão. Todos os devotos são muito bem-vindos. Saúde!

Seleção dos Especialistas: as cachaças que chegaram à final do II Ranking Cúpula da Cachaça

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Terminou a segunda fase do II Ranking Cúpula da Cachaça. Um painel formado por 38 especialistas (incluindo os logo ranking IIintegrantes da Cúpula da Cachaça) escolheu, nessa etapa, as suas 50 cachaças favoritas, dentro do universo das 250 Cachaças Mais Queridas do Brasil, eleitas pelo público (com mais de 22 mil votos).

Os especialistas tiveram três semanas para, com toda a calma, fazer sua opção. Agora, as 50 cachaças da Seleção irão para a fase final, a Degustação às cegas, e serão ranqueadas, da 50ª a 1ª colocação.

Durante dois dias, em dez baterias de cinco cachaças cada, os “cúpulos” irão degustar as cachaças, não identificadas, e avaliar fatores visuais, olfativos e gustativos. Dessa degustação, sairá a Cachaça do Ano, que substituirá ou não, a Vale Verde 12 Anos no posto.

O Ranking é válido por dois anos.

A lista, na qual aparecem cachaças clássicas e outras com pouco tempo no mercado. Produzidas no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraíba, Ceará e até no Distrito Federal, as cachaças da Seleção são representativas da enorme variedade da produção nacional.

“Sempre há uma ou outra que cada cúpulo gostaria de ver nessa lista e que não entrou. Porque o Brasil tem algumas centenas de cachaças de alto nível. Mas todos concordamos que ficou uma seleção excelente, só com bebidas do primeiro time. Nossos produtores estão cada vez melhores. E nossos especialistas se esmeraram na tarefa da seleção. E agradecemos muito a eles por isso”, diz Milton Lima, presidente da Cúpula da Cachaça.

Essas são as 50 cachaças da Seleção dos Especialistas do II Ranking Cúpula da Cachaça:

Anísio Santiago/ Havana
Áurea Custódio 3 anos
Authoral
Bento Albino Extra Premium
Canabella Ouro
Canarinha
Caraçuipe Ouro
Casa Bucco Ouro
Cedro do Líbano
Claudionor
Companheira Extra Premium
Coqueiro Prata (amendoim)
Da Quinta Umburana
Da Tulha Carvalho
Dona Beja Extra Premium
Engenho Pequeno
Espírito de Minas
Germana
Germana Heritage
Harmonie Schnaps Extra Premium
Harmonie Schnaps Prata
Havaninha
Indaiazinha
Leblon Signature Merlet
Magnifica Carvalho
Magnifica Reserva Soleira
Maria Izabel Carvalho
Mato Dentro Amendoim
Mazzaropi Carvalho Francês
Porto Morretes Tradição
Porto Morretes Premium
Reserva 51
Reserva do Gerente Carvalho
Reserva do Nosco Ouro
Reserva do Nosco Prata
Sanhaçú Amburana
Sanhaçú Freijó
Santo Grau Cel Xavier Chaves
Santo Grau Paraty
Santo Grau PX
Sapucaia Reserva Família
Sebastiana Castanheira
Serra Limpa
Vale Verde 12 anos
Vale Verde 3 anos
Weber Haus Amburana
Weber Haus Carvalho/Cabriuva
Weber Haus Lote 48
Werneck Ouro
Werneck Safira Régia